A compra e venda de animais selvagens pode trazer novas doenças infecciosas para os humanos. Assim como ocorreu com a Covid-19, outros patógenos que estão presentes no mundo animal podem gerar surtos. Um estudo publicado na Current Biology identificou quais espécies são mais propensas a transportarem grandes cargas virais.

O comércio de animais leva espécies novas para diversas partes do mundo, o que aumenta as chances de um novo vírus passar para os humanos. Os resultados da pesquisa mostram que cerca de 25% de todas as doenças zoonóticas conhecidas estão nos principais mamíferos transportados pelo mundo.

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“Anualmente, estima-se que o comércio internacional da vida selvagem resulta em mais de um bilhão de contatos diretos e indiretos entre a vida selvagem, humanos e animais domésticos”, disse o autor principal e biólogo conservacionista Shivaprakash Nagaraju.

“Ao identificar as espécies que representam o maior risco de transmissão de doenças zoonóticas aos seres humanos, esperamos que a nossa pesquisa possa ajudar especialistas em saúde global priorizar onde concentrar seus esforços para prevenir a próxima mundial pandemia”, completou ainda.

Doenças de animais para os humanos

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, de cada 10 doenças infecciosas em humanos, seis vieram de animais. Além da Covid-19, Ebola, HIV, SARS, MERS e outros patógenos passaram da vida selvagem para os humanos.

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Desmatamento e outras atividades que degradam o ambiente selvagem ajudam a aumentar o contato entre animais da natureza e os humanos. Duas fontes principais de doenças zoonóticas incluem morcegos e roedores, que vivem em colônias muito unidas e se adaptam facilmente a ambientes dominados por humanos.

O comércio de animais pelo mundo é focado principalmente em primatas, gados e porcos, que também carregam uma grande carga de vírus. “Os mamíferos comercializados também abrigam uma composição distinta de vírus zoonóticos e diferentes reservatórios de hospedeiros do que os mamíferos não comercializados e domesticados”, completa Nagaraju.

O estudo ainda ressalta que existem mais de 1,7 milhão de vírus desconhecidos no mundo animal. “O sinal filogenético da carga viral que detectamos pode ser uma função tanto da amostragem incompleta de espécies de mamíferos para vírus quanto da diversidade viral não descoberta em mamíferos”,, finaliza o chefe do estudo.

via Science Alert

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