Em uma conferência realizada pela empresa de telecomunicações AT&T na última semana, o ator Ashton Kutcher contou um pouco de sua experiência com investimentos e, segundo ele, um dos principais pontos para ele decidir sobre onde alocar seu dinheiro é entender quais os impactos sociais desse negócio.

O empresário disse que não está lá preocupado em ganhar dinheiro com suas apostas, mas afirmou que o impacto social é crucial para a escolha do investimento.

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“Se tivermos uma indicação de que há um efeito secundário ou terciário negativo que podemos proativamente antecipar, simplesmente não iremos investir [nesse negócio]”, disse ele.

Kutcher, apesar de ser bastante reconhecido por sua carreira nas telas de cinema e televisão, ele está há pouco mais de 15 anos no mercado de investimentos, tendo cofundado a empresa de capital de risco capitalista de risco A-Grade Investments, por meio da qual, inclusive, ele já apostou em grandes empresas de TI como Airbnb, Spotify e Uber.

Ashton Kutcher fala sobre ética nos investimentos. Imagem: Shutterstock

O ator relatou, ainda, que muitas das empresas que possuem investimentos dele estão em estágios iniciais de crescimento e tendem a pivotar – originado do termo em inglês “to pivot”, que é costumeiramente adotado pelo mercado em alusão à uma mudança radical no rumo dos negócios.

Para o ator, mudar a caminhada faz parte de um negócio em estágio inicial, pois a empresa está “constantemente evoluindo o que é”.

A importância do 5G

Durante o evento, o astro opiniou também sobre o 5G, que é uma das principais áreas de atuação da AT&T.

Ele usou a pandemia da Covid-19 como exemplo para justificar sua visão sobre a importância da tecnologia: segundo Kutcher, durante os períodos de isolamento social, todo mundo pôde notar o quão necessário é ter uma boa conexão para que as experiências de home office, como videoconferências, aconteçam com tranquilidade.

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Pandemia mostrou a necessidade de uma boa conexão. Imagem: Dilok Klaisataporn/Shutterstock

Outros exemplos usados pelo artista foram as consultas médicas remotas e os tão famosos carros autônomos, que necessitam estar conectados às redes para desempenhar suas funções sem problemas.

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Ódio nas redes sociais

O investidor também utilizou a conferência para comentar sobre ódio nas redes sociais. Para Kutcher, a solução para acabar com os comentários dos “haters” é muito simples: basta adicionar um botão de “não gostei” ou “discordo”.

As redes sociais, em sua grande maioria, possuem botões de “like” e locais para compartilhamento de comentários. As pessoas que não gostam ou discordam de algo acabam utilizando esse espaço para expressar suas opiniões, explica.

E a interpretação é algo individual, assim como a maneira que nos expressamos. Para ele, não ter como “descurtir” um conteúdo é o fator principal que leva usuários a começar diversos debates nos comentários de uma simples publicação.

“Se apenas déssemos às pessoas uma maneira simples e sem atrito de dizer: ‘eu discordo disso’, provavelmente reduziríamos uma quantidade enorme de reações negativas dentro das mídias sociais”, disse ele, em entrevista ao The Daily Charge, podcast do CNET, na semana passada, logo após o evento da AT&T.

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