Houve um crescente interesse por esportes e exercícios em torno das Olimpíadas de Tóquio e isso representa uma oportunidade para melhorar a saúde global, de acordo com a descoberta de um novo estudo da Lancet da Brown School da Washington University em St. Louis.

“As Olimpíadas e outros eventos esportivos de massa são uma oportunidade perdida de promover a saúde da população e mudanças na atividade física em todo o mundo”, comentou Rodrigo Reis, professor da Brown School e reitor associado de saúde pública. 

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O documento induz que, para capitalizar a maior atenção sobre o atletismo durante os jogos, são necessárias parcerias cuidadosas entre o comitê organizador local, o Comitê Olímpico Internacional e as agências de saúde pública nacionais e regionais para implementar a atividade física da comunidade e programas desportivos.

Não houve mudança na prevalência de atividade física ou participação em esportes, exceto para os Jogos de Verão de 2008 em Pequim e os Jogos de Inverno de 1998 em Nagano, Japão; além disso, “o aumento na participação em Nagano pode não ser atribuível aos Jogos Olímpicos, uma vez que não houve mudança na participação nos esportes de inverno”, disse Reis.

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Os dados do Google Trends mostraram um aumento nas pesquisas com o termo “olímpico” imediatamente associado ao período dos jogos de Londres e mostraram um aumento sustentado peri-olímpico nas pesquisas com o termo “exercício”.

“Fazer isso exigirá planejamento estratégico e parcerias entre o Comitê Olímpico Internacional e as agências olímpicas, esportivas e de saúde pública e uma estrutura de avaliação completa implementada durante o período pré-olímpico e pós-olímpico no país anfitrião”, comentou Reis.

A inatividade física foi descrita como uma pandemia que causa uma sequela devido às doenças não transmissíveis que, em 2013, causou 5,3 milhões de mortes e custou US $ 53,8 bilhões em todo o mundo.

Fonte: Medical Xpress

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