De acordo com um relatório publicado no Journal of Alzheimer’s Disease especialistas apontaram que os testes neuropsicológicos que combinam testes padrões com papel e lápis podem assumir no futuro uma forma digital e trazer resultados iguais ou superior aos testes presenciais. Segundo os pesquisadores, a descoberta é fruto da pandemia da Covid-19, que impôs o distanciamento social, forçando todas as áreas, médicas ou não, a se reinventar.

O estudo, um fórum especial com cinco artigos editado por David J. Libon, Ganesh Baliga, Rod Swenson e Rhoda Au, mostrou que a nova forma de consulta pode revelar não apenas informações comportamentais, como identificar precocemente doenças neurodegenerativas e neurológicas, se tornando assim um benefício aos pacientes.

“A necessidade é a mãe da invenção”, disse a equipe. “Talvez um efeito fortuito da crise da Covid-19 seja que nos ajudou a entender que os testes padrão de papel e lápis usados ​​para avaliar pacientes com distúrbios neuropsicológicos podem ser substituídos por um meio digital. Isso também torna possível testar mais pacientes que não podem vir ao escritório, talvez por razões médicas ou de localização”

Decorrências da pandemia: avaliação neuropsicológica apresenta melhores resultados na forma digital. Imagem: Shutterstock

Com a ajuda da tecnologia, os cálculos dos testes se tornam mais amplos e com maiores alcançabilidades, bem como também ficaram mais rápidos e ricos em informações. Além disso, com a ajuda da tecnologia é possível captar processos mais complexos, como o da cognição.

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“Os testes neuropsicológicos padrão em papel e lápis são ferramentas poderosas para avaliar a integridade do cérebro e da cognição, mas tendem a se concentrar em uma pontuação final no teste”, observou Libon, do Departamento de Geriatria, Gerontologia e Psicologia. “A medida tradicional que usamos para calcular a pontuação final do teste é o tempo total para a conclusão. No entanto, a tecnologia digital chama nossa atenção para o tempo gasto durante o qual a saída é produzida, ou seja, o tempo de raciocínio ou ‘conteúdo latente’ versus o tempo gasto gerando saída, ou seja, o conteúdo manifesto”.

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Os testes podem captar, inclusive, os processos cognitivos subjacentes as alterações cerebrais iniciais devido ao Alzheimer, ou seja, ele conseguirá identificar ainda no início o desenvolvimento da doença. Assim, o novo método pode também ajudar a definir novas métricas e níveis para o comprometimento cognitivo.

“Congratulo-me com esta coleção especial de artigos que demonstram como a tecnologia digital pode calcular biomarcadores neurocognitivos clínicos potencialmente sensíveis”, disse George Perry, editor-chefe do Journal of Alzheimer’s Disease e professor da Semmes Foundation Distinguished University Chair em Neurobiologia. “Os dados apresentados aqui abrem a possibilidade de ser capaz de sinalizar doenças emergentes, como deficiência cognitiva leve ou demência, incluindo doença de Alzheimer ou demência vascular, antes que os pacientes realmente atendam aos critérios dos diagnósticos atuais.”

Com informações do Medical Xpress.

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