Nesta quarta-feira (11), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que o medicamento regdanvimabe recebeu a aprovação para uso emergencial no tratamento da Covid-19.

O medicamento funciona como um anticorpo monoclonal para o tratamento de casos leves e moderados em pacientes com mais de 18 anos que não necessitam de suplementação de oxigênio. O regdanvimabe age atingindo a proteína Spike, que é responsável pela entrada do SARS-CoV-2 nas células do corpo humano.

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Anvisa libera o uso de novo medicamento para o tratamento da Covid-19. Imagem: Gustavo Basso – flickr

“O regdanvimabe deve ser administrado assim que possível após teste viral positivo para Sars-CoV-2 e dentro de 7 dias após o início dos sintomas”, disse a gerência-geral de medicamentos da Anvisa.

De acordo com Gustavo Mendes, gerente da área de medicamentos, o remédio deve ser utilizado como “prevenção” para o agravamento da Covid-19. O uso será destinado a pacientes com fatores de alto risco de evolução do quadro da doença.

São eles: idosos; obesos; indivíduos acima de 55 anos de idade e que tenham doença cardiovascular ou doença pulmonar crônica; diabetes mellitus tipo 1 ou tipo 2; doença renal crônica; doença hepática crônica; imunossuprimidos ou que estejam recebendo tratamento imunossupressor no momento, segundo o jornal O Globo.

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A Anvisa afirmou que o medicamento só poderá ser administrado em ambientes hospitalares.

O órgão aprovou por unanimidade o novo remédio com base em dados do quadro clínico de 434 pacientes que receberam placebo e outros 446 que foram tratados com o fármaco.

A pesquisa mostrou que o primeiro grupo teve 11% (48 indivíduos) que precisaram de internação, oxigenoterapia ou mortalidade em decorrência da Covid-19. No grupo tratado com o fármaco, apenas 14 pessoas apresentaram piora, cerca de 3%.

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