Médicos e pesquisadores investigam relatos de mudanças de curto prazo no período fértil de algumas mulheres que receberam a vacina da Covid-19. No entanto, eles certificam que não há evidências até agora de que as injeções colocam em risco a capacidade de engravidar. Obstetras e autoridades de saúde também recomendam a vacinação para gestantes, que apresentam grande risco de complicações se infectadas com o coronavírus.

Diversos estudiosos da área de saúde confirmam que não há razão biológica que indique prejuízos da vacina da Covid-19, independente do laboratório, na fertilidade de pessoas que menstruam. Eles acreditam que as suspeitas são esporádicas e podem estar relacionadas com fatores externos, já que as evidências do mundo real – informações derivadas de fontes fora do contexto de ensaios clínicos tradicionais – oferecem segurança para qualquer pessoa preocupada com suas chances de engravidar.

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De acordo com a Medical Xpress, um estudo do ano passado, realizado pela Pfizer e a BioNTech, já havia confrontado a tese da influência negativa da vacinação para a fertilidade. A pesquisa verificou um número semelhante de mulheres que conseguiram engravidar no grupo que recebeu a vacina e naquele que recebeu placebo.

Para ampliar as afirmações, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, acompanhou exames de milhares de gestantes que foram imunizadas com diferentes vacinas disponíveis e descobriu que elas tinham resultados de gravidez comparáveis ​​aos das mulheres que engravidaram antes da pandemia.

Uma a cada cinco gestantes/puérperas mortas por Covid-19 não teve acesso a UTI
Especialistas confrontam mitos e confirmam que a vacina da Covid-19 é segura tanto para gestantes quanto para quem deseja engravidar em um futuro próximo. Créditos: Shutterstock

Além disso, apesar de recentes suspeitas sobre os prejuízos das vacinas da Covid-19 para as gestantes, o CDC e grupos de obstetras do mundo todo recomendam a vacinação para essas pessoas. Isso porque existem pesquisas consistentes que demonstram que as grávidas infectadas com o coronavírus têm maior probabilidade de desenvolverem complicações, receber ventilação invasiva e morrer do que pacientes não grávidas.

Desse modo, conforme os especialistas, certificar a segurança das gestantes – e das pessoas que desejam engravidar – é mais importante do que desconfiar de estudos pouco conclusivos sobre possíveis danos da vacina.

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