Phishing já causa prejuízo de US$ 1.500 por funcionário em grandes empresas dos EUA

Entre ataques de ramsomware, roubo de identidade e fraudes financeiras, os prejuízos do phishing aumentaram quase 400% desde 2015
Anzol fisgando um cartão, ilustrando prejuízos do phishing
Phishing: não seja pego (Imagem: wk1003mike/Shutterstock)

O uso de armadilhas digitais – o phishing – levou a prejuízos que aumentaram quase 4 vezes desde 2015, passando de US$ 3,8 milhões anuais para US$ 14,8 milhões. Essa é uma das conclusões do estudo do Instituto Ponemon, patrocinado pela consultoria Proofpoint, que avaliou os prejuízos do phishing em grandes empresas dos EUA.

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As empresas avaliadas têm em média 9.567 funcionários. Em média, para cada funcionário, perderam 7 horas de trabalho e US$ 1.500 (R$ 7.844 na cotação de hoje, 17/08/21) anuais. Essa perda de tempo está ligada a simplesmente parar, por conta de ameaças, refazer credenciais ou ter seus equipamentos avariados.

Os ataques de phishing se dividem em dois tipos: ransomware e business e-mail compromise (BEC, “comprometimento de e-mail empresarial”).

Ransomware é quando os criminosos cobram resgate para liberar os computadores, o acesso a login ou não distribuir dados confidenciais obtidos. Já BEC é quando alguém se passa por um membro da empresa ou um contato comercial através de e-mail para induzir a transferências bancárias para o invasor.

Resgate após phishing é um prejuízo menor

Uma das coisas mais inesperadas no estudo foi que apenas 20% do prejuízo causado por ransomware é por conta do resgate. Os outros 80% são de investimentos de emergência em medidas de segurança, danos por perda de equipamento, e, principalmente, danos por perda de horas de trabalho.

ProblemaCusto
Conter malwareUS$ 353.582
Custo de malware não contidoUS$ 807.506
Perdas de produtividadeUS$ 3.234.459
Custo para conter roubo de credenciaisUS$ 692.531
Custo de roubo de credenciais não contidoUS$ 2.776.340
Custo total do phishingUS$ 7.864.418
Custo total do BECUS$ 5.965.534
Valor pago de resgate do phishingUS$ 996.265
Prejuízo totalUS$ 14.826.217

O vice-presidente de estratégia de cibersegurança da Proofpoint, Ryan Kalember, tem uma hipótese. Ele afirma que o custo de roubo de identidade explodiu nos últimos anos por conta de criminosos escolherem fazer funcionários, e não redes, de alvo, usando da chamada engenharia social. Em outras palavras: enganando as pessoas a digitarem suas credenciais, fazerem transferências, instalarem programas maliciosos.

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Kalember afirma: “Até organizações desenvolverem uma abordagem de cibersegurança centrada em pessoas, que inclua treinamento de conscientização de segurança e proteção integrada de ameaças para impedir e remediar essas ameaças, ataques de phishing continuarão.”

Via Threat Post

F
Fábio Marton

Fábio Marton é redator(a) no Olhar Digital

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