Um relatório publicado pelo instituto de pesquisas canadense Citzen Lab indica que a Apple realizou ações de censura em países como China, Hong Kong e Taiwan. De acordo com a pesquisa, a empresa oferece o serviço de customização de nome e frases gravados na traseira dos dispositivos vendidos na região e teria proibido a marcação de palavras políticas e religiosas em aparelhos como o iPhone, iPad e AirTags.

O levantamento, que busca identificar ações de censura contra a liberdade política dos países citados, identificou que a Apple teria bloqueado ao menos mil palavras na China continental, 500 palavras em Hong Kong e 400 palavras em Taiwan.

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Entre os termos censurados estão palavras como “Presidente Mao”, líder da revolução comunista que tomou a China no início do século XX e “Falun Gong”, seita derivada do Budismo e proibida em algumas regiões da Ásia.

Além de termos políticos, a Apple teria proibido gravuras incluindo o sobrenome Zhang (considerado comum na região), além de frases como “direitos humanos”, “Dalai” e “liberdade de imprensa”.

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Apple rebate acusações

Em resposta ao relatório, a Apple negou a censura ao destacar que a revisão de palavras acontece manualmente e que não há uma lista global de palavras proibidas. Em nota, a empresa destacou:

“Tentamos não permitir solicitações que possam representar violação de marca registrada ou propriedade intelectual, sejam vulgares ou culturalmente insensíveis, possam ser interpretadas como incitação à violência ou sejam consideradas ilegais de acordo com as leis, regras e regulamentos locais dos países e regiões onde personalizamos e para onde enviamos” explicou.

Sobre a proibição de sobrenomes considerados comuns para a região, a Apple destacou: “a revisão de palavras é manual e algumas palavras são rejeitadas por engano. Há um processo de correção para esses casos”.

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