Desde a sua criação há 40 anos, muita coisa mudou na internet. No entanto, algumas características nostálgicas permanecem em uso desde os primórdios. É o caso dos hiperlinks, um recurso visto por toda a web quase sempre em destaque na cor azul.

Um hiperlink funciona basicamente como uma referência a uma página que uma pessoa pode acessar navegando na internet. Na web, eles criam pontes de ligação entre endereços.

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Qual o motivo da escolha do azul?

Em resumo, além de diferenciar um termo ou uma frase do restante de um texto, o azul também ajuda aqueles que têm algum problema em enxergar ou diferenciar cores. Contudo, como veremos a seguir, a resposta para essa pergunta vai além.

Na última quinta-feira (26), a Mozilla, a desenvolvedora do navegador Firefox, traçou uma linha do tempo dos browsers, páginas da web e sistemas operacionais desde a década de 60 para encontrar uma resposta.

No meio do caminho, os hiperlinks tiveram outros formatos até enfim adotar o azul.

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Ilustração mostra como links e hiperlinks funcionam
Hiperlinks funcionam como elo de ligação entre duas páginas na internet. Imagem: astel design/Shutterstock

De início, a ideia de linkar páginas surgiu em 1964, na época as linhas sublinhadas já tinham uma conotação de destaque e também funcionavam como um recurso de auxílio visual. Daí por diante, empresas como a Microsoft, com o Windows, e a Apple, perpetuaram esse conceito.

O primeiro sistema operacional a usar os hiperlinks, ainda que na cor preta, foi a versão 1.0 do Windows. Em seguida, a WorldWideWeb, ou simplesmente WWW, também acompanhou a ideia. Já a cor azul só apareceu mesmo no ano de 1992, quando a Microsoft, então comandada por Bill Gates, apresentou a versão 3.0 do Windows.

Por fim, o hiperlink colorido também significou uma grande mudança na interação com a internet. Apesar da evolução relativamente lenta, a Mozilla acrescenta que a troca para o azul foi disruptiva para os sistemas operacionais da década de 90, mesma época que outras empresas de tecnologia também aderiram ao formato que se mantém inalterado até hoje.

Créditos da imagem principal: kpatyhka/Shutterstock

Fonte: Mozilla

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