Na sexta-feira, 03/09, o provedor GoDaddy deu um ultimato para o site de denúncias de aborto do Texas prolifewhistleblower.com: o site precisava encontrar uma nova casa na internet em 24 horas. Segundo o GoDaddy, o prolifewhistleblower violava seus termos de serviço.

O site, do grupo antiaborto Texas Right to Life, encorajava qualquer pessoa a denunciar quem ajudasse uma mulher a fazer um aborto. Abortos agora são proibidos depois de seis semanas de gestação, mesmo em caso de estupro ou incesto, e qualquer pessoa que ajudar uma mulher a encerrar uma gravidez pode ser processada.

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O GoDaddy disse ao The Verge que o prolifewhistleblower.com violava várias partes de seus Termos de Serviço, principalmente a Seção 5,2: “É proibido coletar (ou permitir que outra pessoa colete) qualquer Conteúdo de Usuário (definido abaixo) ou qualquer informação privada ou que permita identificar uma pessoa sobre qualquer usuário, pessoa ou entidade sem que ela dê consentimento por escrito antes”.

No final da sexta, o site do Texas Right to Life tinha se mudado para o Epik, um provedor que também hospeda as redes sociais polêmicas Gab e Parler, conhecidas por permitir discurso de extrema-direita, e o fórum de ódio 8chan. Mas o site parece ainda estar tendo problemas para permanecer no ar, com o The Verge encontrando o aviso de erro HTTP 503 hoje quando tentou acessar o site no Epik.

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O site do Texas Rigth to Life já vinha sendo inundado com denúncias de aborto falsas de usuários e ativistas pró-escolha dos EUA. Um usuário do TikTok até criou um script para gerar relatórios falsos automaticamente para o site. No meio da semana, Shoshana Wodinsky, do Gizmodo, sugeriu outra ação, denunciar o prolifewhistleblower.com diretamente para o GoDaddy, o que realmente funcionou.

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