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A rede social Parler, utilizada por apoiadores do presidente norte-americano Donald Trump para planejar a invasão ao Capitólio, saiu do ar completamente nesta segunda-feira (11), após ter sua hospedagem na Amazon Web Services (AWS) suspensa.

Com isso, a plataforma não pode mais ser acessada via navegador web e nem por aplicativos, já que também foi banida da App Store e da Google Play por permitir a publicação de comentários ofensivos e que promovem a violência.

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Curiosamente, a confusão envolvendo o Parler favoreceu seu quase “xará”, o Parlor, um aplicativo de chat por voz que, até então, não chamava muita atenção. Mesmo existindo há mais de dez anos (de acordo com a descrição do próprio app), até dezembro de 2020 ele só havia registrado 20 mil downloads em smartphones Android e 40 mil em dispositivos iOS, segundo dados da Sensor Tower.

No último domingo (10), o aplicativo de chat ocupou o segundo lugar na lista de mais baixados da Google Play e o quinto na App Store nos Estados Unidos. A apuração foi realizada pelo serviço de estatísticas App Annie, e considerou apenas conteúdo gratuito.

Parlor ocupou a vice-liderança na lista de mais baixados do Google Play. Crédito: App Annie/Reprodução
Serviço de chat por voz também teve bom desempenho na App Store. Crédito: App Annie/Reprodução

Mera coincidência?

Apesar de, até o momento, não haver nenhuma adoção oficial do Parlor como substituto do Parler por seus usuários, é possível ver que ao menos os assuntos abordados pelos apoiadores do presidente americano parecem ter “cruzado a fronteira” entre as plataformas.

Uma lista de palavras-chave compilada também pela Sensor Tower mostra termos como “Parler”, “Trump”, e “conservative” (conservador, em inglês) associadas ao aplicativo nas lojas da Apple e do Google.

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Termos “Parler” e “Trump” foram listados como palavras-chave relacionadas ao Parlor na App Store. Crédito: Sensor Tower/Reprodução

“No escuro”

O CEO do Parler, John Matze, classificou a suspensão da rede social na AWS e o banimento das lojas de aplicativos como um “ataque coordenado pelas gigantes de tecnologia para destruir adversários”.

No domingo (10), porém, ele informou que a plataforma está trabalhando para melhorar a moderação de conteúdo. “Não perdoamos nem aceitamos violência em nossa plataforma, e nunca aceitaremos”, declarou em um comunicado.

Matze afirmou também que a plataforma vai ficar fora do ar “mais tempo do que o esperado”, já que outros serviços de hospedagem na nuvem se recusaram a trabalhar com o Parler.

“Não se trata de restrições ao software, nosso software e os dados de todos [os usuários] estão prontos. Mas as declarações de Amazon, Google e Apple à imprensa sobre abandonar nosso acesso fez com que a maioria de nossos fornecedores nos abandonassem também”, disse o CEO.

Via: Mashable