Aviões são um dos maiores desafios para o fim da era dos combustíveis fósseis para a era do veículo elétrico. Poucas formas de energia conseguem dar conta da densidade energética necessária para manter algo no ar. Basta lembrar que, quando decolam, grandes aviões levam mais que o próprio peso em combustível.

Nisso entra a célula de hidrogênio. Ela usa um combustível de alto potencial energético mas, no lugar de queimá-lo, transforma direto em eletricidade.

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A Hyzon é uma empresa que produz caminhões e ônibus ​​movidos a hidrogênio. Ela quebrou alguns recordes nessa categoria: no começo do ano, um caminhão Hyzon de 154 toneladas foi entregue a um cliente da Europa. É o caminhão elétrico de hidrogênio mais pesado do mundo, segundo a própria empresa.

A era do avião elétrico

A a pilha de células de combustível Gen3 da Hyzon será testada para aeronaves híbridas da empresa ZeroAvia (nome que deriva da pretensão a zero emissões). Essa está também planejando um recorde, ao lançar a maior aeronave híbrida, com 19 lugares.

A ZeroAvia testará primeiro a célula da Hyzon por simulações em condições diversas. Só então, os testes passarão ao voo. A ideia é que o avião comece a ser comercializado em 2024.

A célula Gen 3 tem uma densidade de energia de 6,0 KW/litro, ou 5,5 KW/kg. Isso é considerado bem acima da indústria.

Hidrogênio, porém, não é necessariamente a salvação da lavoura em termos ambientais. Hoje, a maioria é produzida a partir de gás natural, o que gera gases-estufa. Somente quando a produção se tornar sustentável, provavelmente a partir da água, por eletrólise, o hidrogênio será um combustível realmente limpo.

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