Siga o Olhar Digital no Google Discover
Uma pesquisa de três anos da Universidade da Califórnia mostra que os esquilos usam de suas personalidades para definir suas ações, desde a escolha e manutenção dos seus habitats até se eles devem ou não se afastar deles, interagir com outros esquilos ou se movimentar de forma mais ou menos agitada.
Ofertas
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
As conclusões foram publicadas no jornal Animal Behavior e foram obtidas por meio de uma série de testes tanto em ambiente aberto como em cativeiro. A universidade chegou a publicar um vídeo em seu canal oficial do YouTube, oferecendo mais detalhes:
Leia também
- Ovos de tartaruga ‘falsos’ expuseram comércio ilegal na Costa Rica
- Conflitos armados ameaçam a sobrevivência de mais de 200 espécies
- Fim dos tempos: Apenas 5 países têm boas chances de sobreviver ao colapso da civilização
Basicamente, foram feitos quatro testes: o primeiro envolvia a captura de esquilos selvagens, que foram posicionados dentro de caixas com buracos e linhas cortadas. A ideia foi a de avaliar a resposta dos animais a movimentos percebidos fora da caixa, bem como a tendência deles de inspecionar os buracos e linhas, avaliando a sua predisposição à curiosidade e movimentação.
O segundo teste envolveu a mesma caixa, mas agora com um espelho dentro, a fim de analisar a tendência dos esquilos em relação a agressividade e sociabilidade. Esquilos não são capazes de se reconhecerem em seus reflexos então, na mente dos animais, o espelho era “outro esquilo”.
O terceiro teste foi em campo aberto, com pesquisadores silenciosamente se aproximando de animais selvagens a fim de ver quanto tempo eles levariam para fugir. A ideia era estabelecer o grau de timidez do esquilo e quanto esforço ele vai despender para se esconder.
Finalmente, o último teste capturava os esquilos em uma armadilha com zero dano físico aos indivíduos. O objetivo aqui era avaliar a tendência do animal em se manter calmo.
“A personalidade é uma palavra subjetiva com a qual muitos podem se relacionar mas, em nosso campo, você não pode atribuir um comportamento a um tipo de personalidade sem antes defini-lo e mostrar, estatisticamente, que os indivíduos analisados exibem o mesmo comportamento várias e várias vezes”, disse Jaclyn Aliperti, da Universidade da Califórnia-Davis. “Estabelecer uma personalidade na gestão da vida selvagem pode ser especialmente importante quando tentamos prever as respostas de animais a novas condições, como a destruição de habitats por causa das atividades humanas”.
No estudo, esquilos que pontuaram mais alto para tratos como “ousadia” apresentavam uma região doméstica – ou seja, o que eles entendiam por “casa” – mais ampla que animais mais tímidos. Entretanto, isso não necessariamente significa que eles tinham habitats maiores.
“A predação é um ponto significativo de mortalidade para esquilos, e indivíduos mais ousados são, por definição, mais propensos a se arriscarem”, diz trecho do estudo. “Por isso, é possível que animais mais tímidos mantenham seus movimentos em áreas mais conhecidas e seguras, ao passo que animais ousados tendem a se aventurar em áreas arriscadas, expandindo suas regiões domésticas para locais que os menos agitados tendem a evitar”.
O mais surpreendente, porém, foi o grau elevado de sociabilidade exibido em animais normalmente considerados anti sociais. Algumas espécies de esquilos tendem a ser solitárias, mas mesmo elas apresentaram boas interações com outros animais dos seus tipos, inclusive compartilhando vantagens:
“Talvez os esquilos mais sociáveis tenham mais propensão a procurar por indivíduos de sua espécie, aumentando a probabilidade com a qual eles compartilhem regiões domésticas e, consequentemente, recursos, como ninhos em locais altos”, diz o estudo.
Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!