Um novo estudo da Universidade de Pittsburgh revelou que pessoas que sofrem violência sexual – em grande parte as mulheres – podem desenvolver um risco aumentado de doença cardiovascular (DCV).  Divulgada pelo Medical Xpress, a pesquisa será apresentada no Encontro Anual da Sociedade Norte-Americana de Menopausa (NAMS) em Washington, de 22 a 25 de setembro de 2021.

Para a análise, o estudo partiu de duas realidades:  as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre adultos e mais de 35% das mulheres em todo o mundo relatam exposição ao longo da vida à violência sexual. Pesquisas anteriores também foram incluídas, envolvendo mais de 830 mil adultos, dos quais 77,1% eram mulheres.

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Nos resultados, a violência sexual foi relacionada ao risco de problemas cardíacos em adultos, embora variassem por tipo de doença cardiovascular, bem como o momento da violência. O maior impacto observado foi em vítimas de abuso sexual infantil.

Coração. Imagem: Shutterstock
Violência sexual pode desencadear doenças cardiovasculares, diz estudo. Imagem: Shutterstock

“Essas descobertas enfatizam a necessidade de os provedores entenderem as histórias de violência sexual de seus pacientes e o valor potencial de abordar a violência sexual na redução do risco de DCV”, disse a autora principal do estudo e Dra. da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, Karen Jakubowski.

“À medida que as doenças cardiovasculares se tornam mais prevalentes nas mulheres, há um tremendo benefício em compreender todos os fatores que podem contribuir para o risco de uma mulher. É por isso que estudos como este são tão valiosos”, acrescentou a diretora médica da NAMS, Dra. Stephanie Faubion.

Mulheres têm risco maior de infarto do que homens

Segundo publicação do Hospital do Coração (HCor), no Brasil uma em cada cinco mulheres tem risco de sofrer um infarto e a probabilidade de a mulher morrer do ataque cardíaco é 50% maior quando comparada aos homens. Nesta linha, de acordo com o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres.

Para a Dra. Magaly Arrais, cirurgiã cardíaca do HCor, o alto índice entre as mulheres está associado a diversos fatores, entre eles, o fato de as artérias das mulheres serem menores do que as dos homens, o que faz com que obstruções sejam mais graves.

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Além disso, elas nem sempre percebem os sinais de que algo está errado, enquanto os homens sentem, geralmente, apenas forte dores no peito, elas sentem “mais dores nas costas, cansaço, queimação no estômago e náusea”. Como nem sempre esses sintomas estão relacionados ao coração, elas os relacionam a outros possíveis problemas e não procuram socorro médico.

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