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O desenvolvimento de um novo projeto financiado pela União Europeia (UE) pode revolucionar a forma como as colonoscopias são feitas, bem como os diagnósticos de câncer de cólon. Chamado de Proscope, a equipe do programa criou uma ferramenta de sistema de imagens ópticas capaz de aproximar e detectar com mais precisão feridas nas regiões atingidas pela doença.
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De acordo com publicação do Medical Xpress, o estudo aponta que , atualmente, as colonoscopias conseguem detectar apenas 39% dos casos de câncer de intestino em estágios iniciais. No entanto, sua capacidade é limitada quando se trata de diferentes tipos de lesões cancerígenas e pré-cancerosas.
Na nova abordagem, a tomografia de coerência óptica (OCT) em conjunto com a microscopia multifóton e espectroscopia Raman consegue analisar de forma mais clara, mais sensível e mais profunda o tecido intestinal, conseguindo uma avaliação mais assertiva e precoce.

O Google Earth e o Proscope
Segundo o pesquisador Dr. Peter Andersen, da Universidade Técnica do Proscope, o Google Earth foi usado como uma analogia para ao desenvolvimento da ferramenta, que funciona de forma parecida com ao recurso do Google.
“Uma boa analogia para nosso conceito de imagem é o Google Earth das colonoscopias: começamos com um mapa do país e, em seguida, ampliamos uma cidade, depois uma rua e depois um prédio”, disse o Dr. Andersen.
“Da mesma forma, nosso procedimento de imagem começa com luz branca convencional para identificar uma área suspeita que um clínico gostaria de inspecionar mais profundamente. Em seguida, podemos ampliar a profundidade da lesão usando primeiro OCT, depois microscopia multifotônica para informações metabólicas e, finalmente, Espectroscopia Raman para obter informações moleculares (quase uma impressão digital molecular de células cancerosas) para avaliar a lesão suspeita”, explicou.
O câncer de cólon atinge não apenas o intestino, mas o reto e o ânus. A doença é a segunda principal causa de mortes relacionadas ao câncer na Europa. No entanto, quando detectado precocemente, a taxa de sobrevivência é muito maior, razão pela qual é importante diagnosticar as lesões o mais cedo possível.
“O sucesso neste aspecto depende de pesquisas contínuas e reforçadas em lasers e fotônica em toda a Europa; resultados que se traduzem em melhorias adicionais nas capacidades de diagnóstico”, observou o pesquisador, ressaltando que, o dispositivo é multifuncional, já que de forma simples, entrega o necessário para a avaliação.
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“As células cancerosas têm um metabolismo mais alto do que as células adjacentes não cancerosas, implicando em maior fluxo sanguíneo e crescimento de vasos em torno das lesões suspeitas. Uma vez ampliadas em uma lesão na escala de comprimento celular, podemos medir o fluxo sanguíneo, o metabolismo e as informações moleculares específicas para identificar lesões cancerígenas na resolução celular. Nossa tecnologia é, pela primeira vez em inspeções de cólon, um dispositivo tudo em um e, o mais importante, sem rótulo, o que significa que não precisamos injetar corantes ou biomarcadores em um paciente para sinalizar algo suspeito”, contou Andersen.
Para o especialista, o projeto poderá salvar muitas vidas e colaborar para o combate ao câncer de cólon.
“Com uma intervenção precoce poderíamos fazer muito mais, salvar mais vidas e reduzir os custos de saúde”, afirmou, descrevendo o projeto como “um passo crucial na jornada para combater esta doença”.
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