Uma pesquisa da empresa de consultoria Bain & Company apontou que 1 a cada 3 brasileiros não pretende autorizar o compartilhamento de dados por medo de futuras ligações de telemarketing. Autorizar o uso de informações pessoais é a base para o funcionamento de sistemas como Open Banking e derivados, como o Open Insurance.

com benefícios de ofertas exclusivas, bem como condições diferenciadas em troca desse compartilhamento, 59% dos consumidores também não planejam abrir os dados para outras empresas, apontou o levantamento.

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Além do medo do telemarketing, outras razões principais para não haver o interesse no compartilhamento estão: 35% não querem que as instituições tenham acesso aos seus dados financeiros e 34% não acham que é um processo seguro.

A pesquisa também apontou que ter um relacionamento de longo prazo com a empresa seguradora pode até ser um dos fatores que levam algumas pessoas a aderirem ao compartilhamento, mas não o ponto mais crítico da decisão.

 “A pesquisa mostrou que apenas 22% dos respondentes consideram este um critério relevante, o que revela que as companhias precisam repensar o tratamento com seus clientes”, disse a sócia da Bain & Company, Luiza Mattos.

Para os que responderam que pretendem compartilhar os dados (41%), a reputação da empresa e a transparência na utilização dos dados são critérios decisivos.

Veja abaixo, em ordem decrescente, quais os aspectos de importância para o compartilhamento dos dados.

  • Reputação da empresa (59%);
  • Transparência sobre como utilizarão os dados (57%);
  • Qualidade do atendimento que dá a seus clientes (43%);
  • Benefícios oferecidos (38%);
  • Recomendação de amigos ou familiares (23%).
Apagamento de dados
Pesquisa aponta que brasileiros não aderem ao compartilhamento de dados por medo de telemarketing. Créditos: Gorodenkoff/Shutterstock

Open Insurance

O Open Insurance é um sistema aberto que dará ao setor de seguros um ecossistema próprio de compartilhamento de dados.

Assim como o Open Banking, que pretende compartilhar informações entre instituições financeiras fiscalizadas pelo Banco Central (BC), o Open Insurance possui a mesma estratégia, mas para dados de seguros e previdência, por exemplo.

Tanto o Open Banking como o Open Insurence fazem parte de um projeto maior que está sendo implementado no Brasil, o Open Finance.

O programa está dividido em fatias a abertura dos dados: Open Banking para dados de banco; Open Insurence para dados de seguros, e há também a previsão de um Open Investiments, para a área de investimentos.

O Conselho Nacional de Seguros Privado (CNSP) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicaram em julho a Resolução nº 415 e a Circular nº 635, com as diretrizes que regulam a implementação do Open Insurance no Brasil.  O cronograma da iniciativa prevê três fases, com a primeira prevista para iniciar em dezembro deste ano.

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Open Banking atrasado

Em junho, o Banco Central informou que a implementação do Open Banking no Brasil iria atrasar. Inicialmente previsto para ser concluído até 30 de agosto, o sistema bancário aberto teve seu cronograma novamente adiado pelo Conselho Monetário (CMN) e pelo BC.

A expectativa agora é de que a integração de todos os pagamentos ao Open Banking seja finalizada somente em 30 de setembro de 2022.

Crédito da imagem principal: DenPhotos/iStock

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