Um estudo publicado na Epilepsia mostrou que adultos com hipertensão tem o dobro do risco de desenvolver epilepsia quando comparados a pessoas que não tem a condição. O uso de medicamentos anti-hipertensivo também foi associado ao risco elevado.

Segundo a pesquisa, que acompanhou 2.986 americanos com idade média de 58 anos, a epilepsia em participantes com hipertensão mostrou uma taxa de 2,44 vezes maior do que em participantes que possuíam a pressão arterial normal. Durante o estudo, contínuo e que acompanhou pacientes hipertensivos por 19 anos, 55 novos casos de epilepsia foram identificados.

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“Nosso estudo mostra que a hipertensão, um fator de risco vascular comum e modificável, é um preditor independente de epilepsia na velhice”, disse a coautora Dra. Maria Stefanidou, da Escola de Medicina da Universidade de Boston. 

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Hipertensão pode dobrar o risco de epilepsia, aponta estudo. Legenda: Shutterstock

“Mesmo que os estudos epidemiológicos possam mostrar apenas a associação e não a causa, esta observação pode ajudar a identificar subgrupos de pacientes que se beneficiarão com o manejo da hipertensão direcionado e agressivo e encorajar a realização de estudos clínicos dedicados que se concentrarão em intervenções precoces para reduzir o fardo da epilepsia em idoso.”

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que eleva a pressão sanguínea das artérias. Se não for tratada, ela pode causar problemas de saúde graves e, muitas vezes, fatais, como infarto (doenças cardíacas) e acidente vascular cerebral (AVC).

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Brasileiros e a hipertensão

No Brasil, a hipertensão é muito comum e, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 30% dos brasileiros são hipertensos. No mundo, a doença mata mais de 10 milhões de pessoas por ano.

De acordo com informações da Agência Brasil, a doença está relacionada a 80% dos casos de AVC e 60% dos casos de infarto. Obesidade, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar, estresse e envelhecimento também são fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

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