Documentos coletados pela Property of the People, uma ONG de transparência governamental dos Estados Unidos, revelam que o FBI pode passar por cima de termos de privacidade para coletar dados de diversos mensageiros, entre eles o WhatsApp.

As informações, obtidas através da Lei de Liberdade de Informação, foram compartilhadas com a revista Rolling Stone, e declara que alguns apps de mensagens, como o Telegram, o iMessage da Apple e até mesmo o chinês WeChat. O relatório está disponível na íntegra no site da organização não-governamental.

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Para coletar informações, as autoridades precisam de um mandado ou intimação contra o sujeito analisado. Segundo a Property of the People, que avaliou os dados em conjunto com o Departamento de Ciência e Tecnologia e Divisão de Tecnologia Operacional destas intituições, os dados só podem ser analisados dentro da lei.

Ao todo, são nove os apps de mensagens que compartilham dados: iMessage, Line, Signal, Telegram, Threema, Viber, WeChat, WhatsApp e Wickr.

FBI acessa metadados de mensagens e contatos do WhatsApp

De acordo com as informações, o FBI não consegue, por exemplo, ler o conteúdo das mensagens enviadas pelos usuários no WhatsApp. No entanto, o acesso aos metadados — os dados gerados por cada mensagem — estão sob acesso das autoridades.

Na prática, isso significa que uma pessoa sob investigação tem toda a sua lista de contatos disponível para a agência de segurança, enviado a cada 15 minutos. A hora das mensagens trocadas também está disponível para a instituição.

Via UOL Tilt

Imagem: Oasisamuel/Shutterstock

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