Pesquisadores encontram partículas de prata em fezes fossilizadas de minúsculos vermes que viviam abaixo do fundo do mar quando a região das montanhas Mackenzie, no Canadá, era coberta por um oceano durante o período cambriano, entre 543 e 490 milhões de anos atrás.  

As partículas de prata encontradas tinham cerca de 300 micrômetros de largura – um fio de cabelo humano tem entre 17 e 180 micrômetros de largura. De acordo com os especialistas, o tamanho é de acordo com o tamanho das criaturas responsáveis pelos excrementos.  

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O pesquisador Julien Kimmig, professor assistente de pesquisa do Earth and Environmental Systems Institute da PennState, afirmou que é a primeira vez que se depara com este tipo de material em fezes de animais.  

O pesquisador ainda informou que quando encontrou os excrementos ficou muito confuso para entender qual animal seria responsável por aquilo, mas ao analisar as rochas onde as fezes fossilizadas foram encontradas, foi possível encontrar vermes em suas tocas.  

“Tivemos sorte em encontrar um dos vermes ainda na toca”, disse Kimmig. “Embora não seja incomum encontrar coprólitos no registro fóssil, é muito raro que possamos atribuir o produtor a eles.” 

Micrografia de microscopia eletrônica de varredura de dois acúmulos menores de prata em um coprólito
Criaturas antigas tinham manchas de prata nas fezes; cientistas ficam intrigados. Imagem: Reprodução/ Julien Kimmig

No entanto, os vermes não fizeram as fezes contendo a prata, porque uma das teorias aponta que o material era tóxico para eles. O responsável pela presença da prata nas fezes é uma “colônia microbiana que provavelmente o extraiu da coluna d’água” e o colocou no excremento antes dele se fossilizar, segundo Kimming.  

“É fascinante ver o que as bactérias podem fazer com os metais, e sabemos que hoje em dia elas podem extrair muitos outros diferentes dos resíduos de mineração, por exemplo”, disse Kimmig. “Mas ver que esse provavelmente já era um comércio bem desenvolvido há mais de 500 milhões de anos é simplesmente fascinante”. 

Via: Live Science

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