Se a previsão de crescimento da economia brasileira para o novo ano já era baixa, o percentual diminuiu mais ainda. O primeiro boletim Focus de 2022, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central, em Brasília, projeta um crescimento de 0,36%. Ou melhor, uma estagnação.

O documento é uma reunião da projeção para os principais indicadores econômicos do país. Na semana passada, a última de 2021, a projeção de crescimento da economia brasileira era de 0,42%.

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Outra previsão que sofreu queda foi a do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O percentual ficou em 4,5%. A queda foi de apenas 0,01% com relação à semana anterior. Mas, o boletim estimou um crescimento de 4,71% quatro semanas antes, mais ou menos no começo de dezembro de 2021.

O mercado financeiro também manteve estável a projeção para os anos de 2023 e 2024, com relação à última semana. A perspectiva é de uma expansão do PIB em 1,80% e 2%, respectivamente. Quanto à inflação, a estimativa ficou em 5,03% para 2022, sem alteração de acordo com o boletim anterior.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, variou levemente para baixo, de 10,02% para 10,01%. Esse índice teve a quarta queda na projeção depois de 35 semanas seguidas de alta. O boletim ainda prevê que o IPCA em 2023 e 2024 fique em 3,41% e 3%, respectivamente.

O mercado financeiro prevê o dólar a R$ 5,60 durante 2022. Créditos: Shutterstock

A Selic, a taxa básica de juros, deve ficar em 11,5% ao ano, ao final de 2022. A taxa definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) está, atualmente, em 9,25% ao ano. O órgão volta a se reunir no mês de fevereiro. O Copom deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual, de acordo com a Agência Brasil.

O boletim Focus do Banco Central ainda deu a estimativa de 8% ao ano na Selic ao final de 2023, com o percentual ainda menor em 2024, para 7%. O mercado financeira também divulgou sua expectativa com a cotação do dólar este ano, com o valor de R$ 5,60. Nesta segunda-feira (3), por exemplo, a moeda norte-americana é cotada a R$ 5,66.

E o susto do dólar a mais de R$ 5 deve continuar nos próximos anos. O mercado financeiro prevê que o dinheiro do Tio Sam fique em R$ 5,40 em 2023 e R$ 5,30 em 2024.

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