Antes da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos por apoiadores do então presidente Donald Trump, que ocorreu há quase um ano, no dia 6 de janeiro de 2021, o Facebook foi invadido por mais de 650 mil posts que atacavam o resultado das eleições presidenciais de 2020, que terminaram com a vitória para Joe Biden.

Os dados são de uma pesquisa da ProPublica e do The Washington Post que afirma que a rede social teve um papel fundamental na criação do motim que culminou na invasão do congresso no dia da certificação da vitória de Biden.

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De acordo com a análise, entre o dia 3 de novembro, quando ocorreu a eleição, e o dia do motim, as postagens se intensificaram e o Facebook recebia cerca de 10 mil publicações diárias. A maior parte dos posts eram afirmando que a vitória de Biden era fraudulenta e apoiando Trump, o candidato derrotado no pleito.

Johnny Silvercloud/Shutterstock

Facebook e a invasão ao capitólio

Apesar de ter suspendido Trump após a invasão (ao lado de diversas outras redes sociais) por considerar que o então presidente incentivou o motim, o Facebook teve um papel fundamental ao permitir a disseminação desse tipo de publicação, sugere a conclusão do relatório.

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Postagens pedindo “guerra civil nas ruas” e violência no Capitólio tornaram-se comuns em grupos pró-Trump no Facebook. Um post dizia: “Todo mundo precisa fazer um show de FORCE em DC no dia 6.” Outro incluía as frases “lute como o inferno” e “atire nos traidores”.

“A noção de que a insurreição de 6 de janeiro não teria acontecido se não fosse o Facebook é absurda. O ex-presidente dos Estados Unidos divulgou a narrativa de que a eleição foi roubada, incluindo pessoalmente a uma curta distância do edifício do Capitólio naquele dia. A responsabilidade pela violência ocorrida em 6 de janeiro é daqueles que atacaram nosso Capitólio e daqueles que os encorajaram. Temos um longo histórico de cooperação efetiva com a lei aplicação da lei, incluindo as agências responsáveis ​​por lidar com ameaças de terrorismo doméstico”, disse a Meta em um comunicado”, diz um porta voz da Meta em resposta à pesquisa.

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