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Uma pesquisa realizada no Japão aponta que a maior taxa de transmissibilidade da variante Ômicron da Covid-19 acontece entre 3 e 6 dias após o início dos sintomas, momento em que os pacientes estão com a maior carga viral da doença.
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A constatação coloca em xeque o que vinha sendo considerado anteriormente em todo mundo. Acreditava-se que o momento de maior carga viral no organismo acontecia entre 24 horas antes do surgimento dos sintomas e 48 horas depois.
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“A quantidade de RNA viral foi mais alta em 3 a 6 dias após o diagnóstico ou 3 a 6 dias após o início dos sintomas e diminuiu gradualmente ao longo do tempo, com uma diminuição acentuada após 10 dias desde o diagnóstico ou início dos sintomas (…) Nenhum vírus infeccioso foi detectado nas amostras respiratórias após 10 dias desde o diagnóstico ou início dos sintomas. Esses achados sugerem que os casos de Ômicron vacinados provavelmente não liberam o vírus 10 dias após o diagnóstico ou o início dos sintomas”, afirmam os pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão.
Sintomas da ômicron
Diversos países do mundo diminuíram o tempo de quarentena para os infectados pela variante Ômicron, como os Estados Unidos, que pede o isolamento de apenas cinco dias. O Brasil também mudou a exigência de isolamento para pessoas infectadas.

O período de isolamento é de 7 dias caso o paciente não tenha sintomas há pelo menos 24 horas. Caso a pessoa não tenha sintomas respiratórios, nem febre e não esteja usando medicamentos por 24 horas, e tenha resultado do exame RT-PCR ou antígeno negativo, o isolamento diminui para 5 dias. Por outro lado, em caso de sintomas frequentes, é preciso seguir o período de isolamento até o 10º dia.
Especialistas em infectologia apontam que as novas recomendações de isolamento ainda são muito confusas e devem ser estudadas mais a fundo para garantir a segurança da população e evitar a disseminação da variante Ômicron.
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