Uma especialista em concorrência do Reino Unido pretende processar a Meta, empresa anteriormente conhecida como Facebook e que detém a rede social, em uma ação coletiva de bilhões de libras. O caso deve beneficiar até 44 milhões de usuários do aplicativo caso seja levado para o Tribunal de Apelação de Concorrência.

Liza Lovdahl Gormsen alega que a Meta “abusou de seu domínio de mercado”. Segundo ela, a companhia de Mark Zuckerberg estabelece um “preço injusto” para o uso gratuito do Facebook, com o uso de dados pessoais dos usuários. O processo pode render £ 2,3 bilhões em danos, cerca de R$ 17,4 bilhões, na coração desta sexta-feira (14).

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Em defesa de rede social, um representante da Meta firmou que os usuários têm “controle significativo” de quais informações compartilham. “As pessoas acessam nosso serviço gratuitamente. Eles escolhem nossos serviços porque entregamos valor para eles e eles têm um controle significativo de quais informações compartilham nas plataformas da Meta e com quem. Investimos muito para criar ferramentas que lhes permitam fazê-lo”, disse o representando da empresa à BBC.

Facebook no Android (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Qualquer pessoa que tenha utilizado o Facebook entre 2015 e 2019 e resida no Reino Unido pode integrar a ação coletiva. Imagem: André Fogaça/Olhar Digital

Algo que não convenceu Lovdahl Gormsen. Segundo ela, o Facebook “abusou de seu domínio de mercado para impor termos e condições injustas aos britânicos comuns, dando-lhe o poder de explorar seus dados pessoais”. Esses dados foram colhidos entre 2015 e 2019 e detalham o modo como essas pessoas usam a internet.

Assim, a empresa foi ajudada a obter “lucros excessivos”. Com a ação coletiva, qualquer pessoa que more no Reino Unido e tenha utilizado a rede social pelo menos uma vez dentro do período estabelecido pode integrar a reivindicação.

Via: BBC

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