No último sábado (15), o vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga-Ha’apai, que fica em uma região do Oceano Pacífico pertencente ao reino polinésio de Tonga, entrou em erupção, formando nuvens espessas de cinzas que tomaram conta de uma área incrivelmente extensa. Imagens de satélite captaram a violência da explosão e foram divulgadas pela imprensa do mundo todo durante os últimos dias.

Astronauta na ISS capta nuvem de cinzas do vulcão de Tonga. Imagem: Kayla Barron – Nasa

No entanto, não foram somente os observatórios orbitais da Terra que fizeram registros impressionantes do evento diretamente do espaço. Astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) testemunharam assustados à explosão, que foi considerada 500 vezes mais poderosa do que as bombas atômicas lançadas pelos EUA sobre Hiroshima em 1945.

Kayla Barron, astronauta da Nasa, fez quatro fotos das cinzas vulcânicas agitadas pela explosão, que atingiram até 39 quilômetros de altitude. As imagens foram captadas enquanto a ISS passava sobre a Nova Zelândia, cerca de 2 mil km ao sul do vulcão, no domingo (16). 

Nas imagens, é possível ver a mancha escurecida sobre a Terra, dominada por espessas plumas de cinzas vulcânicas. “Cinzas da erupção vulcânica subaquática de sábado na remota nação do Pacífico de Tonga viajaram milhares de metros na atmosfera e eram visíveis da ISS. Durante uma passagem sobre a Nova Zelândia no domingo, Kayla Barron abriu uma janela e viu os efeitos da erupção”, diz um tweet postado na conta oficial de astronautas da Nasa, compartilhando as fotos.

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Conforme noticiamos aqui no Olhar Digital, o tsunami desencadeado pela erupção causou danos consideráveis às ilhas circundantes do reino remoto, que atravessa a fronteira tectonicamente ativa entre as placas do Pacífico e da Austrália. Especialmente, em três das menores ilhas periféricas do arquipélago.

De acordo com vulcanologistas, a explosão foi a erupção vulcânica mais poderosa que a Terra experimentou desde a do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991. Suas cinzas obstruíram pistas de aeroportos e estão ameaçando o abastecimento de água, além de apresentarem riscos imensos à saúde e ao meio ambiente — amplificados pela interação da água do mar com as partículas.

Equipes de mitigação de desastres ainda estão avaliando os danos, haja vista que o tsunami interrompeu as redes de comunicação na região, o que dificulta a medição dos estragos.

O tsunami desencadeado pela erupção atingiu muito além da Polinésia. Alertas foram emitidos para partes da costa do Pacífico nas Américas, da Nova Zelândia e do Japão. 

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