O Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (NLRB, na sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciou que está preparando uma denúncia contra a Amazon pela demissão ilegal de um trabalhador em um dos depósitos da empresa em Nova York.

O caso envolve o trabalhador Daequan Smith, um dos organizadores do Sindicato Trabalhista da Amazon (ALU, na sigla em inglês). Aparentemente, o funcionário teve suas relações cortadas com a gigante do varejo on-line exatamente por estar se sindicalizando.  

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De acordo com o portal Bloomberg, a prota-voz do NLRB, Kayla Blado, afirmou que a diretora regional da agência determinou que as alegações de demissão ilegal apresentadas pela ALU possuem mérito e se tornarão uma queixa formal.  

“A queixa alegaria uma demissão por causa do sindicato e outras atividades concertadas protegidas, entre outras alegações”, explicou Blado.  

A ALU alegou que após perder o emprego na Amazon, Smith foi despejado de sua casa. Ainda não se sabe o que acontecerá judicialmente com a empresa de Jeff Bezos neste caso. O NLRB tem autoridade para reintegrar trabalhadores demitidos ilegalmente, porém, ainda não foi informado se isto acontecerá.  

Amazon. Imagem: Shutterstock
Conselho trabalhista dos EUA prepara queixa contra Amazon por demissão ilegal de trabalhadores. Imagem: Shutterstock

Está não é a primeira vez que a Amazon entra em conflito com o sindicato dos seus trabalhadores e o conselho trabalhista. Recentemente, o NLRB ordenou que a empresa realize uma nova eleição sindical em um armazém do Alabama, pois interferiu nas últimas eleições locais acontecidas em abril de 2021. 

Na ocasião, os trabalhadores votaram pela não sindicalização no local. No entanto, o Sindicato de Lojas de Departamento, Varejo e Atacado relatou que a empresa não permitiu o acontecimento de uma eleição justa e a verdadeira demonstração dos desejos dos funcionários.  

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