Com o aumento nos casos de Covid por conta da nova variante Ômicron, vários países endureceram as regras para entrada de turistas ou de pessoas que estejam viajando a trabalho. Nos Estados Unidos, por exemplo, passageiros de qualquer nação, independentemente de estarem com o esquema vacinal completo, precisam apresentar exame negativo no dia do embarque. Antes da nova variante, essa comprovação acontecia com 72 horas de antecedência da entrada em solo norte-americano. 

União Europeia segue mesmo rumo 

De acordo com o advogado especialista em Direito Internacional, Leonardo Leão, em entrevista ao Olhar Digital, os países da União Europeia também estão se resguardando de maneira bem parecida em comparação aos Estados Unidos, mas com restrições específicas. 

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“A França impôs as novas regras para os viajantes que desejam entrar no país. Agora, os brasileiros vacinados precisam realizar um teste antígeno ou PCR em menos de 48 horas antes do embarque e mais um na chegada. O Brasil está na lista estabelecida pela França de países onde o vírus circula ativamente, tendo variantes que são preocupantes”, informou Leão. 

Argentina publica novas regras

Nos países da América Latina, também está havendo um controle mais rígido, mas as fronteiras permanecem abertas. Nesta quarta-feira (26), o governo da Argentina publicou novas regras para a entrada de brasileiros no país. 

A partir de sábado (29), quem estiver com o esquema de vacinação completo contra a covid-19 não precisará mais apresentar teste PCR para entrar no país e também está descartada a necessidade de quarentena. 

Segundo o Ministério da Saúde argentino, apesar de o teste não ser mais exigido, continuam em vigor as regras que obrigam que o esquema de imunização com duas doses tenha sido completado 14 dias antes da entrada no país e a compra de um seguro de saúde que cubra despesas médicas com internação. As regras também valem para uruguaios, paraguaios e chilenos. 

Leonardo Leão, direito internacional
Especialista em Direito Internacional explica que passageiros precisam se informar por meio de fontes confiáveis antes de viajarem, sempre respeitando as regras de cada país neste momento de aumento nos casos de covid-19 por conta da nova variante Ômicron. Imagem: Arquivo Pessoal

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Informação é o melhor remédio 

Para o especialista em Direito Internacional, os cidadãos precisam manter a consciência em dia, sem tomar atitudes por conta própria ou baseadas em fontes de informação pouco confiáveis. 

“Hoje, nós enfrentamos um problema que é o excesso de informação. Então, as pessoas têm se informado por fontes, às vezes, não muito confiáveis e acabam achando que aquilo é verdade, tomando ações que podem ter consequências irreversíveis na realização do sonho delas em viajar ou morar no exterior. Então, se você quer ir para o exterior, procure um especialista e peça uma orientação, faça uma análise detalhada do seu perfil”, diz.

Se antes da pandemia já era difícil entrar em alguns países, agora a situação ficou ainda mais complicada, o que exige atitudes pautadas pela cautela.

“Sempre falo que não existe visto fácil, não existe imigração fácil, existe imigração adequada, então você precisa ter o projeto imigratório mais adequado ao seu perfil e da sua família ou mesmo consultar um profissional qualificado se pretende fazer essa viagem, mesmo a trabalho ou passeio”, conclui o especialista.

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