Depois da mudança do nome do Facebook para Meta, em outubro de 2021, o número de buscas pela palavra aumentou mais de 10X, segundo o Google Analytics. É claro que todos estão olhando isso mais de perto, mas como já havia falado aqui nesta coluna, o Metaverso só é ‘factível’ com a junção, interoperabilidade e acessibilidade de diversas tecnologias, uma das mais importantes para que isso aconteça é a Realidade Virtual. Essa tecnologia, que se faz constantemente presente em filmes, jogos e livros de ficção científica, está cada vez mais próxima e real. 

Em 2018, eu estava participando do festival interativo SXSW em Austin, no Texas, e havia um estande de realidade virtual do filme “Isle of Dogs” (Ilha de Cachorros, em português), escrito e dirigido por Wes Anderson, de quem sou fã incondicional. Como bom curioso que sou, entrei na fila e participei da experiência. Era como se estivesse no estúdio do Wes, onde o filme foi rodado. Para quem é cinéfilo e trabalha com audiovisual há mais de 10 anos, posso dizer que foi uma experiência muito marcante. Ali, no entanto, não havia possibilidade de qualquer interação, eu apenas podia “entrar” naquele universo e observar. Nada mais.

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Exatos 4 anos depois e aqui estamos nós. Além de Zuckerberg, o advento das criptomoedas e dos games “play to earn” (jogue para ganhar), o Metaverso está na boca do povo. Segundo dados da Comscore, empresa americana de análise de internet, o termo foi mencionado nas redes sociais cerca de 84 mil vezes, e o pico, obviamente, foi logo após o anúncio de troca de nome do Facebook.

O fato é que muitas pessoas ainda pensam como deve ser desconfortável ter que ficar usando aqueles óculos “maiores” e, talvez, por isso a RV não tenha deslanchado como achávamos que aconteceria alguns anos atrás. Mas a ideia de Metaverso, os jogos play to earn, NFT’s e novas invenções que aparecem dia após dia nas blockchains, fazem com que a realidade virtual retome seu protagonismo. 

Já existem diversos projetos que têm como foco tornar acessível e popularizar as formas de se utilizar essa tecnologia, são eles:

Óculos Quest 2

Desenvolvido pelo Facebook, com esse acessório é possível jogar, fazer esportes guiados e aprender danças, entre outras coisas, como se estivesse dentro dos games.

Projeto Cambria

Também desenvolvido pelo Facebook, o Cambria incluirá recursos que atualmente não são possíveis em outros dispositivos de realidade virtual. Novos sensores no acessório permitirão que seu avatar virtual mantenha contato visual com outros avatares e ainda reflita suas expressões faciais. Segundo a empresa, isso permitirá que as pessoas com quem você está interagindo virtualmente tenham uma melhor noção de como você está se sentindo naquele momento. Confira aqui.

Ray Ban Stories

Imagem: Divulgação/Ray Ban

Desenvolvido pela Ray Ban em parceria com adivinhe quem? Facebook! São óculos de grau e de sol inteligentes, com vídeo e áudio e que combinam a tecnologia do Facebook com o estilo da Ray-Ban. Tirar fotos, gravar vídeos, ouvir músicas e fazer chamadas, além de compartilhar conteúdos nas suas mídias sociais, estará logo ali, ao alcance dos seus olhos.  Veja aqui

E as novidades e rumores não param por aí. Há grande especulação sobre o lançamento para este ano dos óculos de Realidade Virtual e Aumentada da Apple. 

O que mais será que vem por aí? Seguimos atentos.

Com informações de TechCrunch

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