Uma pesquisa em grande escala que avaliou o risco de coágulo sanguíneo em pessoas vacinadas contra a Covid-19 com o imunizante da AstraZeneca. O estudo foi feito após diversos países do mundo interromperem a vacinação com o produto após relatos de efeitos colaterais no coração.

A conclusão é de que há uma média entre 1 e 3 casos de coágulo por milhão de vacinados e apenas após a primeira dose, o que reduz muito as chances de os imunizados desenvolverem a condição. A pesquisa foi feita no Reino Unido e buscou ligações entre as vacinas da Covid-19 e coágulos sanguíneos raros no cérebro, artérias ou veias.

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O estudo analisou os registros de 46 milhões de adultos vacinados na Inglaterra entre dezembro de 2020 e março de 2021, cada um cerca de um mês após terem recebido a primeira dose dos imunizantes. Os dados foram comparados com o de pessoas não imunizadas. 

Coágulo sanguíneo

Publicada na revista PLOS Medicine na última terça-feira (22), a pesquisa não encontrou risco de eventos trombóticos arteriais e venosos maiores em pessoas com 70 anos ou mais com qualquer uma das vacinas. Os resultados indicam que os riscos de coágulo sanguíneo e hospitalização com trombocitopenia “provavelmente serão superados pelo efeito das vacinas na redução da mortalidade e morbidade da Covid-19”.

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Alguns países restringiram ou suspenderam o uso das vacinas depois que o regulador de medicamentos da UE confirmou possíveis ligações entre as injeções e as condições. A AstraZeneca disse em um comunicado que o estudo confirmou o que já se sabe sobre “distúrbios sanguíneos extremamente raros após a vacinação “.O risco de desenvolver essa condição muito rara permanece substancialmente maior após o Covid-19”, completou.

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