Perto de completar uma semana, o impacto dos ataques das forças russas na Ucrânia diminuiu no mercado de criptomoedas. Somente nas últimas 24 horas, vários ativos digitais voltaram a ganhar força, impulsionados especialmente por mais um salto positivo no valor do Bitcoin.

A moeda digital mais valiosa do mercado voltou a ultrapassar a faixa dos US$ 44 mil pela primeira vez nas últimas duas semanas, enquanto o Ethereum está cada vez mais próximo dos US$ 3 mil.

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Moedas douradas da criptomoeda Bitcoin
Bitcoin voltou a ultrapassar a faixa dos US$ 44 mil. Imagem: AlyoshinE/Shutterstock

No momento da publicação, o Bitcoin acumula uma valorização diária de cerca de 5,8% e vale US$ 43,6 mil, segundo o CoinMarketCap. Vale lembrar que o início do conflito entre Rússia e Ucrânia fez o Bitcoin cair para menos de US$ 35 mil na semana passada.

O Terra (LUNA) é a moeda digital que mais valorizou entre as 10 principais do mercado, subindo quase 70% nos últimos sete dias. Atualmente, o criptoativo vale quase US$ 90. 

No fim, o cenário positivo fez o valor do mercado de criptomoedas crescer quase 5% nas últimas 24 horas (US$ 1,9 trilhão).

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Adoção de criptomoedas na Rússia e Ucrânia

O ganho de mercado do Bitcoin também está ligado à forte adoção de criptomoedas nos países envolvidos no conflito. A Ucrânia, por exemplo, tem o maior percentual de habitantes que utilizam criptomoedas (12,73%), seguido pela Rússia (11,91%). Os dados são de uma pesquisa da consultoria Tripple A.

Com a aplicação das sanções econômicas pelos EUA e países da Europa, analistas apontam que os russos se movimentaram rápido para comprar Bitcoin como reserva por conta do colapso iminente do rublo russo, que já caiu mais de 20%. O volume de negociações, inclusive, atingiu o seu maior nível desde maio na semana passada, revela um levantamento do provedor de pesquisas Kaiko.

Já a Ucrânia, por sua vez, recebeu milhões em doações em criptomoedas para financiar a sua resistência à invasão das forças russas. O país já recebeu mais de US$ 20 milhões em ativos digitais até aqui.

Via: Decrypt, Insider, Infomoney

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