O Telegram é um dos principais concorrentes do WhatsApp e, entre todos os diferenciais, possui a possibilidade de criar grupos que funcionam como canais de informação para milhares de pessoas. Justamente esta ferramenta chamou a atenção da população que acompanha o conflito entre Rússia e Ucrânia.

O site Check Point Research (CPR) apontou que desde o início da invasão russa no dia 24 de fevereiro, o número de grupos e canais relacionados ao conflito aumentou cerca de seis vezes. “O Telegram tem tomado a vanguarda digital do conflito, e é a plataforma na qual as pessoas se posicionam online”, disse o head de pesquisa de vulnerabilidade de produtos da Check Point Software, Oded Vanunu.

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Em seu relatório, a CPR criou algumas categorias que debatem o tema e a que mais se destaca são os chats com notícias de última hora (71%), seguido por hacking ou hackitivismo contra o país de Vladimir Putin (23%), grupos de doações à Ucrânia (4%), e outros assuntos sobre o tema (2%).

Apesar da iniciativa parecer boa, é necessário estar atento aos conteúdos compartilhados no Telegram. No início do conflito, o CEO do mensageiro, Pavel Durov, considerou suspender os canais que tratavam sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia para evitar notícias falsas e golpes em pessoas que buscavam fazer doações.

No entanto, Durov desistiu da ideia após um apelo dos usuários para que pudessem continuar a usar a plataforma como uma forma de obtenção de notícias.

Telegram
Rússia x Ucrânia: Telegram se torna fonte de informações do conflito. Imagem: klevo/Shutterstock

“Os cibercriminosos aproveitam qualquer oportunidade para explorar a situação e tentar roubar credenciais, detalhes pessoais e outras informações sensíveis ao enviar malware ou links de phishing”, ressaltou a CPR sobre os perigos presentes no mensageiro.

“Eu recomendo às pessoas que estejam atentas à sua atividade no Telegram e que tenham cuidado com o tipo de pessoas com as quais mantém contato. Há uma parte do Telegram que procura tirar proveito de ambos os lados, sejam aqueles que apoiam a Rússia ou a Ucrânia.”

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