Plugados nas redes sociais, os jovens que pertencem a geração Z, nascidos entre 1995 e 2010, estão no foco do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma campanha informativa sobre as Eleições 2022. Para isso, foi firmada uma parceria com o TikTok, com o objetivo de conscientizar esse público que utiliza com frequência a plataforma, inclusive para mobilizá-los a participar do processo eleitoral, incentivando a busca pelo título de eleitor para maiores de 16 anos. 

Segundo o comunicado divulgado pelo TikTok, às fake news serão combatidas com rigor, contando com a denúncia dos usuários. 

“Esses relatos são enviados diretamente para times que revisam o conteúdo de acordo com nossas políticas de desinformação. Trabalhamos em parcerias com agências de checagem de fatos, incluindo o Estadão Verifica, no Brasil, que nos ajuda a confirmar a veracidade de conteúdos para que nossos times possam atuar de forma adequada para evitar a disseminação de desinformação na plataforma”, afirma o comunicado divulgado pela empresa. 

Importância da parceria na conscientização dos jovens 

Dados do jornal Estado de São Paulo mostram que o engajamento do cidadão que se encaixa na categoria do voto facultativo é o menor dos últimos 10 anos. 

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De olho nesse cenário, a produtora audiovisual, Clarissa Millford, que já produziu filmes para Netflix e Amazon, também fundadora da Academia de TikTokers, a parceria com a plataforma chinesa é riquíssima para contribuir na informação desse jovem, para orientar sobre o processo de emissão do título (que ainda dá tempo, até o dia 04 de maio). 

“E essa parceria vai facilitar o acesso a esse conteúdo, trazendo esse conhecimento de uma maneira mais dinâmica, envolvente e também mais próxima a linguagem que o jovem consome hoje. Além disso, a formalização da parceria sem dúvida auxilia na redução da propagação das Fake News e da desinformação dos usuários da plataforma”, diz Clarissa. 

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Desinteresse pela política  

De acordo com a produtora, uma das razões apontadas para o engajamento estar tão baixo por parte desse público que não faz parte do voto obrigatório é a desmotivação e o desinteresse pelos temas que envolvem política, acompanhados da falta de informação na educação básica e da ausência do hábito de debater e refletir sobre essas temáticas.

“Nesse sentido, a plataforma pode contribuir propondo temáticas de vídeos, hashtags, campanhas, maratonas de vídeos educativos, lives e desafios que possam auxiliar a despertar o interesse por esse ato cívico tão importante no nosso processo democrático”, mencionou. 

Clarissa Millford produtora audiovisual
Produtora audiovisual analisa positivamente a parceria entre TSE e TikTok e espera que ação ajude a aumentar o engajamento dos jovens na participação no processo eleitoral deste ano. Imagem: Arquivo pessoal

Dinamismo jovem nas publicações 

No entanto, para a parceria colher frutos positivos, as publicações deverão seguir uma linha com conteúdos atrativos, que despertem interesse dos jovens. 

Na análise de Clarrisa Millford, as características dos conteúdos em vídeo que captam a atenção do jovem brasileiro hoje são: vídeos curtos, dinâmicos, que normalmente são acompanhados de uma trend (alguma tendência de vídeo que esteja sendo amplamente consumida no momento) e com uma linguagem informal e direta. 

“Não é preciso fazer dancinhas, mas é necessário adaptar o conteúdo das publicações para esse formato de linguagem que o jovem está assistindo”, destaca a produtora audiovisual que também conta com certificação em vídeos curtos pela New York Film Academy.  

Impactos no cenário político

Segundo a especialista, o TikTok possui dois grandes desafios neste ano eleitoral. O primeiro é pelos meios que despertarão o interesse desse público jovem que tem o poder de fazer a diferença no resultado eleitoral.  

“Além disso, o controle e a não propagação das fake news e de conteúdos que causam a desinformação da audiência é um desafio de todas a redes, tendo em vista que as redes sociais representam 24% das fontes onde o cidadão busca informação sobre política, e 72% dos brasileiros dizem já terem lido, ouvido ou visto notícias falsas sobre o assunto, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Data Senado”, conclui Millford. 

Portanto, a expectativa é grande diante dessa parceria, que inclui ainda as demais mídias sociais, estreando também a participação do TSE junto com a Kwai, ou seja, a mobilização nas redes no combate à desinformação será ampla e bem alicerçada.   

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