Ruínas da Roma Antiga ganham proteção de um cão robô e drone autônomo

O cão robô é o Spot, criado pela empresa americana Boston Dynamics e seu objetivo é encontrar ladrões de tumbas em Pompeia
André Fogaça
André Fogaça, editado por Acsa Gomes 02/04/2022 12:05, atualizada em 06/04/2022 15:12

As ruínas da cidade de Pompeia, na Itália, ganharam dois vigilantes modernos para assegurar a preservação do local: um cão robô e um drone. O primeiro é o Spot, criado pela empresa Boston Dynamics e que recebe instruções de um quadricóptero autônomo, capaz de vasculhar a área por cima, mesmo durante a noite.

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O sítio arqueológico de Pompeia é um dos mais importantes para datar como era a vida durante o império romano, até ser encoberta pelas cinzas e detritos da erupção do vulcão Vesúvio. Inaugurado em 1592, o local chegou a ser fechado em 1960 por conta de ladrões de tumbas e saqueadores que buscam tesouros que podem estar escondidos na área.

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Spot patrulha Pompeia (Imagem: divulgação/Parco Archeologico di Pompei)
Spot patrulha Pompeia (Imagem: divulgação/Parco Archeologico di Pompei)

Para ajudar na proteção do local e seu histórico com mais de 2,6 mil anos, autoridades da cidade italiana chamaram dois vigilantes eletrônicos para trabalhar sem pausa, até mesmo durante a noite. O primeiro deles é o famoso cão robô chamado Spot, criado pela empresa americana Boston Dynamics e que é capaz de caminhar por praticamente qualquer terreno – acidentado ou não.

Robô Spot é auxiliado por um drone com câmera 3D

O robô utilizado nas ruínas é equipado com sensores como câmera em 360 graus, lasers e scanners para varrer o local e identificar suspeitos. Este é um dos primeiros usos deste tipo de equipamento para a segurança de uma área. A escolha pelo quadrúpede envolve sua capacidade de caminhar até mesmo em áreas muito pequenas, onde humanos teriam dificuldades de entrar e encontrar um túnel clandestino, por exemplo.

Diferente de sua (e da minha) imaginação, o Spot não carrega qualquer armamento, mas ele é capaz de enviar os dados coletados no sítio arqueológico para que uma equipe de segurança feita por humanos faça seu trabalho. O foco principal nem é encontrar pessoas invadindo o local, mas sim áreas com problemas de estrutura e que ameaçam desabamento – como já aconteceu em 2010.

O caminho do Spot é facilitado por outro robô, agora um drone. Ele é o Leica BLK2FLY, que tem voo autônomo e é capaz de escanear toda a área com instrumentos para criar um mapa 3D do local.

Via: Parco Archeologico di Pompei.

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André Fogaça
André Fogaça

André Fogaça é jornalista formado pela FIAM FAAM, com mais de 12 anos de experiência e conhecimento acumulado em mais de 500 reviews de celulares e tablets. Já passou pelo Canaltech e Tecnoblog.

Acsa Gomes
Acsa Gomes

Acsa Gomes é formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela FAPCOM. Chegou ao Olhar Digital em 2020, como estagiária. Atualmente, faz parte do setor de Mídias Sociais.

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