Uma nova pesquisa aponta que o sono em excesso vivido por pacientes com Alzheimer é causado pela perda de neurônios. O estudo relata que a doença consome um neurônio que é responsável por nos manter acordados.  

O estudo desmente a crença que os pacientes diagnosticados com Alzheimer sofrem com sonolência durante o dia por ter problemas com a insônia a noite. Com a descoberta é possível investir em novos tratamentos para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.  

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A pesquisa foi feita pelo Centro de Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia em São Francisco, que analisou o sono de pacientes que se voluntariaram a ter seu sono monitorado e doaram seus cérebros ao instituto depois da morte

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“Não é que esses pacientes estejam cansados durante o dia porque não dormiram à noite. É que o sistema em seu cérebro que os manteria acordados se foi”, relatou um dos responsáveis pela pesquisa.  

Ainda foi possível comprovar que alguns pacientes de outras doenças neurodegenerativas, como paralisia supranuclear progressiva, experimentam o efeito contrário, ficando acordados mesmo que estejam muito cansados.  

A descoberta foi feita após pesquisadores entenderem que o cérebro possui um conjunto de neurônios que nos mantêm acordados, mas que são diretamente afetados pelo Alzheimer.  

Representação de doenças degenerativas cerebrais
Perda de neurônios afeta sono de pacientes com Alzheimer. Imagem: SewCream/Shutterstock

“Você pode pensar nesse sistema como um interruptor com neurônios promotores de vigília e neurônios promotores de sono, cada um ligado a neurônios que controlam os ritmos circadianos”, contou Joseph Oh, um dos responsáveis pela pesquisa.  

“Finalmente, com este tecido post-mortem, pudemos confirmar que essa mudança, que é conhecida por existir em animais modelo, também existe em humanos e governa nossos ciclos de sono e vigília”. 

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