A Organização Pan-americana de Saúde (Opas), escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, lançou uma comissão de alto nível para abordar como os problemas de saúde mental estão sendo enfrentados nos países após a pandemia de Covid-19.  

“Diante da atual crise de saúde mental, a Organização Pan-americana de Saúde estabeleceu uma Comissão de Alto Nível sobre saúde mental e Covid-19 para fornecer orientação crucial e urgente a seus Estados-membros”, afirmou Carissa Etienne, diretora da Opas.  

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“Temos grandes expectativas de que o trabalho da Comissão impulsione a elevar a saúde mental ao mais alto nível de governo, proporcionando um catalisador para uma reforma significativa e duradoura dos serviços e do atendimento”, destacou Etienne. 

A Comissão será presidida por Epsy Campbell Barr, vice-presidente em fim de mandato da Costa Rica, e copresidida por Néstor Méndez, secretário-geral adjunto da OEA (Organização de Estados Americanos). Até o último trimestre de 2022 deverá ser elaborado um relatório com recomendações-chave para melhorar a saúde mental nas Américas.  

O grupo trabalhará em cinco frentes: a recuperação da pandemia e a promoção da saúde mental como uma prioridade; as necessidades de saúde mental das populações vulneráveis; a integração da saúde mental na cobertura de saúde universal; o financiamento; e a promoção e prevenção das condições de saúde mental. 

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Opas anuncia comissão para abordar ‘crise de saúde mental’ pós-Covid-19. Imagem: Fizkes/Shutterstock

Segundo a Opas, a pandemia de Covid-19 afetou de maneira devastadora a saúde mental da população, aumentando os casos de estresse, ansiedade e depressão, principalmente entre as mulheres e os jovens.  

“Os transtornos mentais, neurológicos e por uso de substâncias e o suicídio representam mais de um terço do total de anos vividos com deficiência na região”, destacou Anselm Hennis, diretor de doenças não transmissíveis e saúde mental da Opas.  

Hennis ressaltou que quase 90% das pessoas nas Américas não recebem o tratamento de que precisam, particularmente para a psicose aguda. O diretor disse que o suicídio ainda é um grande desafio, causando cerca de 95 mil mortes por ano. 

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