A empresa australiana Strategic Elements, em colaboração com a University of South Wales (UNSW), está trabalhando em uma bateria flexível e autocarregável que pode coletar energia elétrica da umidade do ar. O conceito de bateria, que eles chamam de “energy ink”, pode gerar apenas uma pequena quantidade de eletricidade por enquanto, mas já é o suficiente para carregar wearables (pense em dispositivos como smartwatches). 

Um protótipo funcional da bateria deve ser apresentado até o final do ano, segundo a Strategic Elements. Eles também querem dimensionar sua Energy Ink para gerar mais energia, algo na faixa de um power bank típico (4.000 a 10.000 mAh).

Um estudo publicado recentemente, chamado “Impulsionando a geração de eletricidade induzida por umidade a partir de óxido de grafeno por meio de engenharia de grupos funcionais baseados em oxigênio”, explica como o processo da bateria autocarregável funciona.

Imagem via UNSW

Segundo o estudo, um par de eletrodos é ligado a uma “camada funcional” hidrofílica de óxido de grafeno. Quando há um gradiente de umidade significativo entre os dois lados do dispositivo, um lado começa a absorver moléculas de água do ar, as ionizando no processo. Isso coloca em movimento um processo que libera íons de hidrogênio ou hidrônios carregados positivamente.

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Quando os hidrônios começam a se concentrar mais no lado úmido da camada funcional, eles passam a migrar para o lado seco, o que gera uma voltagem nos eletrodos. Por enquanto não é muita coisa, com a equipe de pesquisadores alcançando o máximo de 0,85 V e 92,8 microamperes por centímetro quadrado (0,155 sq-in).

Imagem via UNSW

A parte boa é que essas unidades podem ser conectadas para multiplicar sua saída sem perda de energia. A Strategic Elements já desenvolveu uma bateria de umidade autocarregável que mede cerca de 36 centímetros quadrados. A equipe agora quer fabricar uma unidade de teste em 100 centímetros quadrados. Se tudo der certo, nos próximos meses esse tipo de bateria poderá alimentar diretamente dispositivos eletrônicos.

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“Não faz muito tempo que muitos diziam que era impossível produzir qualquer energia utilizável a partir da umidade”, disse um representante da empresa não identificado a ASX. “Para nós, agora, atingir de forma realista a geração de energia elétrica da faixa de amperes hora, apenas a partir da umidade no ar, é uma grande conquista. Nossa tecnologia não depende de materiais raros e nem traz riscos de segurança, e ainda pode fornecer flexibilidade para aparelhos eletrônicos.”

Via: AutoEvolution

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