A aposta no metaverso pode sair caro para os caixas da Meta. Segundo o próprio CEO, Mark Zuckerberg, a companhia pode perder “quantias significativas” de dinheiro pelos próximos três ou cinco anos com o projeto.

A declaração foi feita em resposta à pergunta de um investidor sobre o retorno financeiro da iniciativa durante a reunião anual de Zuckerberg com acionistas, que ocorreu nesta quarta-feira (25). 

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Smartphone com logotipo da Meta, a nova marca do Facebook
Aposta no metaverso pode fazer a Meta perder dinheiro por anos, afirma Zuckerberg. Imagem: Sergei Elagin/Shutterstock

Para piorar, segundo membros do conselho da empresa, muitos dos produtos criados para promover a imersão nos mundos virtuais só serão viáveis para o grande público em 10 ou 15 anos. “Queremos que o hardware seja o mais acessível possível para todos”, acrescentou Zuckerberg durante a reunião.

Eventualmente, a ideia é que o metaverso gere a sua própria receita, se tornando uma plataforma viável para que criadores e empresas vendam produtos e serviços, o que já começou a virar tendência entre algumas marcas.

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Meta já gastou bilhões com o metaverso

No ano passado, a companhia investiu US$ 10 bilhões para tirar o seu mundo virtual do papel. Atualmente, 10 mil funcionários trabalham diariamente no projeto. A meta de Zuckerberg é adicionar outros 10 mil profissionais à equipe.

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Entretanto, há um risco de os planos do CEO serem suspensos, visto que recentemente a empresa anunciou um congelamento de contratações por conta da desaceleração econômica, o que deve prejudicar os ganhos da Meta nos próximos meses.

Na reunião de quarta-feira, diversas propostas de acionistas foram rejeitadas por Zuckerberg, que detém o controle acionário da Meta. Entre elas, foi proposto a realização de uma votação interna sobre a implementação do metaverso e se o projeto era “prudente e apropriado”.

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Vale lembrar que os funcionários da Meta já relataram que Zuckerberg está obcecado no metaverso, mas ainda carece de uma estratégia coerente para tocar o projeto, considerado pelo executivo como o futuro da internet.

Via: Bloomberg

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