Se você acompanhou a internet ao longo desta semana, independente de qual assunto lhe interesse, é bem provável que você tenha tropeçado no assunto “Luva de Pedreiro”: o nome, usado pelo influenciador baiano Iran Ferreira, de 20 anos, conhecido pelo seu bordão “Receba!” – vociferado após ele marcar um de seus icônicos “golaços”.

O jovem amealhou milhões de seguidores por diversas redes sociais: até a produção desta matéria, entre Twitter, Instagram, TikTok e YouTube, são mais de 18 milhões de internautas acompanhando suas peripécias vestindo sempre a luva que, disse ele em entrevista em março de 2022, custou apenas R$ 2, mas que lhe dá mais força para bater na bola de forma que ele não conseguiria sem elas.

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Toda a situação começou quando, no último domingo (19), o próprio Iran, durante uma apresentação ao vivo, anunciou que daria uma pausa na produção de novos conteúdos, dizendo que “estava de saco cheio” e efetivamente parando subitamente a carreira do “Luva de Pedreiro”. O problema: ele não detalhou nenhum motivo para isso.

Durante esse período e o início da manhã seguinte, várias menções ao empresário Allan Jesus, dono da ASJ Consultoria e responsável pelo gerenciamento de carreira do influenciador, foram feitas. Ao longo do dia 20, porém, Iran voltou atrás em um novo vídeo, chamando tudo de “um susto”. Só que nesta reversão, ele apagou toda e qualquer menção a Allan – mesmo aquelas que apenas o listavam como seu gestor de carreira.

A situação permaneceu, como dizem, “em banho-maria” por um tempo, com internautas especulando um possível atrito entre influenciador e empresário – algo que, segundo boa parte da imprensa, viria a se confirmar na quarta-feira (22): o colunista do Portal Metrópoles e especialista em celebridades, Léo Dias, afirmou que a sua equipe apurou que a conta bancária de Iran tinha saldos irrisórios – apenas R$ 7,5 mil, especificamente – totalmente incompatíveis com um influenciador que já tinha acordos comerciais fechados com nomes como Amazon Prime Video (de quem o Luva de Pedreiro é garoto-propaganda) e várias outras empresas.

Os números obtidos por Dias teriam vindo dos novos empresários do influenciador, que “vão se revelar em momento oportuno”, embora especulações afirmem se tratar da agência F12.bet, do ex-jogador de futsal Alessandro Rosa Vieira, mais conhecido como “Falcão”.

A partir daqui, o contexto já estava formado: Iran e Allan teriam discutido, pois haveria a possibilidade de que o empresário tivesse ficado com a maior parte do dinheiro a ser pago para o produtor de conteúdo baiano. Nada disso se confirmou até agora, mas o próprio Allan, por meio de sua empresa, emitiu uma nota à imprensa, refutando todas as acusações e ainda levantando a possibilidade de quebra de contrato por parte de Iran, mencionando o novo agenciamento.

“A única coisa que temos são indícios espalhados pela internet e notícias que dariam conta de um suposto novo agenciamento, o que em tese poderia configurar quebra de exclusividade”, ele afirmou.

Um dia depois (23), em entrevista ao G1, Allan reforçou a ideia de quebra de contrato, ressaltando que tudo está sendo averiguado e que, se isso se confirmar, as duas partes tratariam do assunto amigavelmente e dentro do que regem as cláusulas estabelecidas entre eles. Allan também disse que Iran ainda tem cerca de R$ 2 milhões a receber.

A situação ainda parece longe de ter o seu desfecho. Allan não se manifestou de novo após a entrevista, enquanto Iran, o Luva de Pedreiro, foi registrado pelo perfil do Instagram do também influenciador – e amigo – Ney Silva, em Recife, Pernambuco, aproveitando suas férias das redes sociais com partidas de futmesa, churrascos e competições de embaixadinha.

Na internet, a opinião pública parece unânime: vários internautas tuitaram que Allan aplicou algum tipo de golpe no influenciador. O empresário mantém sua defesa sem novas manifestações, então até o momento, tudo é especulação.

Mas existem especulações consistentes: ainda segundo Léo Dias, a gigante Unilever, do ramo de cosméticos, teria abordado Luva de Pedreiro para uma ação conjunta com Cristiano Ronaldo, atacante do Manchester United e um dos maiores jogadores de futebol do mundo. Allan Jesus teria, segundo a coluna, impedido que essa negociação fosse para frente.

Antes disso, uma situação similar teria ocorrido com a Nike, a icônica empresa de calçados e vestuário esportivos. Entre Unilever e Nike, que não vingaram; e a Amazon, que foi assinada, estamos falando de ações de milhões e milhões de reais. Dinheiro esse que Iran não viu nem a cor.

O fato é que o “Receba” do jovem baiano ainda está por vir. A questão é: quanto tempo ele terá que esperar?

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