Nesta sexta-feira (24), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu por anular o processo Roe vs. Wade, o precedente que era utilizado desde 1973 para garantir que as mulheres norte-americanas tivessem o direito constitucional de realizar um aborto de maneira legal.  

Com a decisão, uma das maiores preocupações são das empresas de tecnologia, como Google, Amazon e Meta, que podem ser obrigadas a denunciar as mulheres que procurarem on-line pela realização de um aborto.

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Todos sabem que essas empresas de tecnologia guardam diversos dados dos seus usuários e isso pode representar um risco no cenário atual. “A diferença entre agora e a última vez que o aborto era ilegal nos Estados Unidos é que vivemos em uma era de vigilância digital sem precedentes”, disse a diretora de segurança cibernética da Electronic Frontier Foundation, Eva Galperin.  

O problema consiste em órgãos de polícia conseguirem mandados de busca para os clientes das empresas de tecnologia, conseguindo acessar o histórico de buscas destes usuários, podendo achar informações que indiquem planos da realização de um aborto.  

“É muito provável que haja solicitações feitas a essas empresas de tecnologia para obter informações relacionadas a históricos de pesquisa, a sites visitados”, afirmou a pesquisadora de tecnologia da Fundação Ford, Cynthia Conti-Cook.

mulher segurando uma placa escrito "Meu corpo, minha escolha"
Imagem: CameraCraft/Shutterstock

Disney e Meta se comprometeram a arcar com custos de viagem para aborto 

Após a decisão da Suprema Corte dos EUA, a Meta e a Disney se comprometeram a arcar com os custos de viagem de funcionários que procurem a realização de aborto em outros estados.  

Em comunicado aos funcionários, a Disney disse que reconhece o impacto da decisão sobre o aborto, mas continua comprometida em fornecer acesso abrangente a cuidados de saúde de qualidade, inclusive para abortos.  

A Meta também revelou que vai reembolsar as despesas de viagem de funcionários que procurarem atendimento reprodutivo fora do estado onde moram. A empresa revelou que está avaliando a melhor forma de concluir este benefício, levando em consideração as possíveis complicações legais. 

Via: Reuters

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