YTStealer: novo malware rouba contas do YouTube para vendê-las na dark web

Totalmente automatizado, YTStealer é usado por cibercriminosos para roubar contas e vendê-las na dark web; preços dependem do tamanho do canal
Lucas Berredo, editado por Acsa Gomes 03/07/2022 02:32, atualizada em 05/07/2022 18:05

Um novo malware de roubo de dados, o YTStealer, mira criadores de conteúdo no YouTube para obter tokens de autenticação e sequestrar canais, alerta a empresa de cibersegurança Intezer, em relatório desta semana.

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Segundo a companhia, o YTStealer se prolifera principalmente através de iscas que se passam por softwares de edição de áudio ou vídeo — entre eles, OBS Studio, Adobe Premiere Pro, FL Studio, Ableton Live e Filmora.

Em casos que têm como alvo criadores de conteúdo para jogos, o malware personifica mods de ‘Grand Theft Auto V’ e cheats para ‘Counter-Strike Go’ e ‘Call of Duty’. Além disso, foram identificados geradores de token e cracks para Discord Nitro e Spotify Premium com o novo malware.

De acordo com a Intezer, o YTStealer traz outros ladrões de dados, como RedLine e Vidar. Eles geralmente são lançados como um “bônus” especializado para roubar senhas de softwares com escopo mais amplo.

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Como o malware se propaga

O YTStealer executa verificações anti-sandbox por meio da ferramenta open-source Chacal. Se a máquina infectada for considerada um alvo válido, o vírus examina os arquivos do banco de dados SQL no navegador para localizar os tokens de autenticação do YouTube.

Na sequência, eles são validados iniciando o modo headlessdo navegador e adicionando o cookie roubado à sua loja. Também podem ser coletadas informações adicionais como nome do canal do YouTube, contagem de inscritos, status de monetização e data de criação. O YTStealer é 100% automatizado e não discrimina entre contas pequenas ou grandes na plataforma.

De acordo com a Intezer, as contas roubadas são vendidas na dark web e os preços dependem do tamanho do canal. Compradores geralmente usam cookies de autenticação para exigir resgates ou efetuar golpes de criptomoedas.

O risco para criadores de conteúdo no YouTube é que os tokens de autenticação irão desconsiderar a autenticação multifatores e permitirão aos atacantes a execução do login. Neste sentido, a Intezer sugere aos criadores na plataforma que saiam de suas contas periodicamente para invalidar todos os tokens de autenticação que possam ter sido criados ou roubados anteriormente.

Via: Bleeping Computer

Crédito da imagem principal: Daniel Constante/Shutterstock

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Lucas Berredo

Lucas Berredo é redator(a) no Olhar Digital

Acsa Gomes
Acsa Gomes

Acsa Gomes é formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela FAPCOM. Chegou ao Olhar Digital em 2020, como estagiária. Atualmente, faz parte do setor de Mídias Sociais.

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