Brasil se junta a estudo global que busca tratamentos acessíveis para casos de Covid-19

O Brasil se uniu a um estudo global que busca tratamentos acessíveis contra casos leves e moderados da Covid-19 em locais de pouco recurso
Ronnie Mancuzo
Ronnie Mancuzo, editado por Acsa Gomes 05/07/2022 18:35, atualizada em 07/07/2022 15:11

A plataforma Together Trial, do Brasil, está se unindo ao estudo global Anticov, desenvolvido por 27 organizações de saúde internacionais e instituições de pesquisa, para encontrar tratamentos acessíveis para casos leves e moderados de Covid-19. O objetivo é impedir a evolução da doença para uma forma grave e prevenir hospitalizações e mortes, que periodicamente ameaçam sobrecarregar os hospitais.

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Isso porque novas variantes da Covid-19 ainda estão colocando os sistemas de saúde pública em todo o mundo sob forte pressão – principalmente em países de baixa e média renda. Além disso, o foco está em potencialmente limitar a transmissão e “reduzir o risco de desenvolver uma Covid longa”, conforme explica o Dr. Gilmar Reis, Professor Associado da Universidade Católica de Minas Gerais e Investigador da plataforma Together.

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No Brasil, o estudo Anticov deve incluir até 600 pacientes em até 21 locais, a maioria vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) – e não vai substituir a vacinação. Dezenas de pesquisadores e médicos vão participar dos trabalhos, com a nova combinação em estudo sendo testada em pacientes no início da doença e que não estejam hospitalizados.

Estudo visa diminuir o tempo de acesso a medicamentos

Os dados recolhidos serão agrupados com os dados existentes resultantes dos trabalhos realizados em 13 países africanos. “Iniciamos na África e agora temos também a colaboração do Brasil”, afirma Sergio Sosa, diretor da Drugs for Neglected Diseases Initiative (DNDI), iniciativa que ajudou a criar e que coordena o consórcio Anticov. Em breve, o estudo vai se expandir para o sul da Ásia. Segundo Sosa, a colaboração entre os países do sul global reduz o tempo para o acesso aos medicamentos.

O estudo Anticov no Brasil começará testando uma nova combinação de drogas: fluoxetina e budesonida inalada. A fluoxetina é um antidepressivo seguro e amplamente disponível que pertence à mesma classe de compostos que a fluvoxamina (em agosto de 2021, a Together revelou que a fluvoxamina é eficaz contra a doença e pode reduzir mortes e hospitalizações em até 30%). Por sua vez, a budesonida é um corticosteróide inalatório seguro e acessível que se acredita ter eficácia anti-inflamatória contra a Covid-19.

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Imagem: juliano703/Shutterstock

Ronnie Mancuzo
Ronnie Mancuzo

Ronnie Mancuzo é analista de sistemas com especialização em cybercrime e cybersecurity | prevenção e investigação de crimes digitais. Faz parte do Olhar Digital desde 2020.

Acsa Gomes
Acsa Gomes

Acsa Gomes é formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela FAPCOM. Chegou ao Olhar Digital em 2020, como estagiária. Atualmente, faz parte do setor de Mídias Sociais.

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