Nesta última quinta-feira (25), em um evento organizado pelos CEOs, Elon Musk e Mike Sievert, a T-Mobile contou que está tirando do caminho as zonas mortas móveis em decorrência da nova parceria com a internet por satélite Starlink da SpaceX. Por meio da sua configuração “Cobertura Acima e Além”, os celulares poderão se vincular aos satélites e utilizar parte da conexão provendo de 2 a 4 megabits por segundo de conexão (total) em uma área de cobertura definida.

Essa conexão deve ser o suficiente para que as pessoas enviem mensagens de texto, mensagens com alguma mídia e até usar aplicativos que selecionam mensagens sempre que o céu estiver limpo, mesmo sem ter um serviço tradicional à disposição.

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Conforme um comunicado de imprensa da T-Mobile, o lançamento do serviço satélite-celular em fase beta está agendado para acontecer até o final de 2023 e estará disponível para todo os Estados Unidos continental, partes do Alasca, Havaí, Porto Rico e em águas territoriais.

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De acordo com Elon Musk, os satélites da segunda geração da Starlink, que serão lançados em 2023, serão capazes de enviar o serviço usando um pedaço do espectro PCS de banda média da T-Mobile, espectro esse que foi reforçado há alguns anos. Ele afirma que os novos satélites têm antenas enormes, entre 5 e 6 metros de diâmetro e o plano é lançar esse equipamento no próximo foguete Starship.

No Starbase, o engenheiro chefe da SpaceX, Elon Musk, e o CEO e Presidente da T-Mobile, Mike Sievert, falaram publicamente sobre como a T-Mobile e a SpaceX trabalharão em conjunto para aumentar a conectividade.

Musk contou em seu Twitter que a Tesla, que atualmente usa a rede da AT&T para visualizar tráfego ao vivo, vistas de mapas por satélite e música, vai usar a tecnologia para uma conectividade premium nos seus veículos elétricos.

Mike Sievert explicou que os operadores de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp e o iMessage, terão que trabalhar com a T-Mobile e a Starlink para reconhecerem a conexão por satélite e trabalhar com ela assim que for lançada. Com mais detalhes, disseram que pode ser que o serviço funcione sem precisar do acesso a todos os satélites da Starlink.

Quando restringiram algumas mensagens e serviços, fizeram com que ele fosse capaz de usar uma conexão mais pausada para coberturas básicas, mesmo que tenham que esperar 30 minutos para enviar uma mensagem.

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Crédito: Elon Musk/ Twitter

Após o lançamento, Mike disse que a “visão” da T-Mobile é incorporar de forma gratuita os planos mais populares das operadoras, que a empresa quer tornar o serviço satélite-celular disponível para pessoas com planos mais baratos apenas com uma taxa de serviço mensal.

Por estar usando o espectro do celular tradicional, não exigir nenhum equipamento especial é uma vantagem, porém, a T-Mobile não tem os direitos sobre ele no mundo todo.

O analista da LightShed Partners, Walter Piecyk, afirmou ao site The Verge: “A Samsung e a Apple podem fazer uma integração mais fácil da conectividade via satélite do que a Starlink, que para unir os direitos de espectro com as operadoras sem fio ao redor do mundo, terá que lutar”.

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