Hubble registra imagem incrível de galáxia em formação

Lucas Soares
Lucas Soares, editado por Acsa Gomes 09/09/2022 10:09, atualizada em 12/09/2022 14:17

O telescópio Hubble está em operação há mais de 3 décadas, mas ainda registra imagens impressionantes. Dessa vez foi revelada uma foto do processo de formação de estrelas na Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia considerada “próxima” da nossa.

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O berçário estelar também foi flagrado recentemente pelo Telescópio Espacial James Webb, o irmão mais novo do Hubble. De acordo com os astrônomos, o pedaço da galáxia semelhante a um rio, que se estende por toda sua formação pode estar “alimentando” as estrelas “bebês” com um fluxo de gás.

“ As estrelas são as máquinas que esculpem o Universo. Não teríamos vida sem estrelas e, no entanto, não entendemos completamente como elas se formam ”, explicou a líder do estudo, Elena Sabbi, do Space Telescope Science Institute em Baltimore. “ Temos vários modelos que fazem previsões, e algumas dessas previsões são contraditórias. Queremos determinar o que está regulando o processo de formação estelar, porque essas são as leis que precisamos para entender também o que vemos no início do Universo”.

Estrelas jovens espiralam no coração da Pequena Nuvem de Magalhães.(Crédito da imagem: NASA, ESA, A. James (STScI))

Foto feita pelo Hubble

Os pesquisadores determinaram o movimento das estrelas em NGC 346 de duas maneiras diferentes. Usando o Hubble, Sabbi e sua equipe mediram as mudanças nas posições das estrelas ao longo de 11 anos. As estrelas desta região estão se movendo a uma velocidade média de 3.200 quilômetros por hora, o que significa que em 11 anos elas se movem 320 milhões de quilômetros. Isso é cerca de duas vezes a distância entre a Terra e o Sol.

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“Mas este aglomerado está relativamente distante, dentro de uma galáxia vizinha. Isso significa que o movimento observado é muito pequeno e, portanto, difícil de medir. Essas observações extraordinariamente precisas só foram possíveis devido à excelente resolução e alta sensibilidade do Hubble. Além disso, a história de três décadas de observações do Hubble fornece uma linha de base para os astrônomos seguirem os movimentos celestes ao longo do tempo”, diz o comunicado.

Com apenas 150 anos-luz de diâmetro, NGC 346 possui uma massa de 50.000 sóis. Sua forma intrigante e rápida taxa de formação de estrelas intrigam os astrônomos. Foi preciso o poder combinado do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e do Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul para desvendar o comportamento deste terreno de nidificação estelar de aparência misteriosa.

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Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Acsa Gomes
Acsa Gomes

Acsa Gomes é formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela FAPCOM. Chegou ao Olhar Digital em 2020, como estagiária. Atualmente, faz parte do setor de Mídias Sociais.

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