8 em cada 10 redes comunitárias de internet estão em regiões remotas; entenda

Um estudo feito no Brasil traçou um perfil único dos locais onde as redes comunitárias de Internet estão dentro do país; saiba mais
cidade a noite com pontos de rede interconectados entre si
(Imagem: NicoElNino/Shutterstock)

Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), identificou um perfil único das redes comunitárias de internet dentro do país.

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Em regiões como no extremo sul da capital de São Paulo, as redes comunitárias ajudam diversas pessoas a terem acesso à internet sem que isso seja um desafio constante, por isso esse levantamento foi tão importante.

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Nele, o Comitê Gestor da Internet no Brasil e o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, traçou um perfil dessas redes onde mostra que 8 a cada 10 redes comunitárias estão em regiões remotas, que possuem maior vulnerabilidade e com poucas ofertas de infraestrutura e serviços de acesso à internet.

Nessas regiões remotas foram encontrados:

  • quilombos;
  • territórios quilombolas;
  • territórios indígenas;
  • áreas ribeirinhas.

Para Juliano Cappi, Gerente Adjunto da Assessoria Técnica do CGI.br, a pesquisa mostrou que essas redes comunitárias de internet promovem a cidadania ao resolver os erros de inclusão de uma política que se baseia somente na renda das pessoas.

De acordo com a pesquisa, os moradores de periferias urbanas e visitantes de associações, assim como os alunos das escolas, as igrejas e os comerciantes locais, são os principais beneficiários a usufruírem dessas redes.

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Imagem: Sep21 Studio – Shutterstock

O uso da internet comunitária por essas pessoas se concentra em atividades como organizar festas e celebrações na região e no engajamento da comunidade em campanhas e temas de interesse geral, como as políticas públicas.

O estudo, que foi coordenado pelo Cebrap, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, também revela que 93% dessas redes de internet se identificam como “organizações sem fins lucrativos”. Para 14 em cada 10, o custo e a manutenção não chega a R$ 1 mil mensalmente, assim como 4 em cada 10 precisam de doações de pessoas da própria comunidade para se manter. A mesma proporção apresentada representa o financiamento de organizações não governamentais.

Fonte: Agência Brasil.

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A
Alanis Meira

Estagiária de redação do site Olhar Digital

Lyncon Pradella
Lyncon Pradella

Lyncon Pradella é jornalista formado pela Universidade Nove de Julho. Foi estagiário da RedeTV! e repórter freelancer do UOL antes de se tornar Editor do Olhar Digital.

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