Siga o Olhar Digital no Google Discover
Um grupo de pesquisadores do Center for Safe Medication Practice and Research (CSMPR) estabeleceu, a partir de uma revisão sistemática de estudos, uma relação entre o uso de antipsicóticos e o desenvolvimento de câncer de mama. Publicado no Epidemiology and Psychiatric Sciences, o levantamento avaliou pesquisas com mais de 2 milhões de indivíduos e ressaltou a importância de avaliar o risco-benefício na prescrição dos tipos de medicamentos.
Ofertas
Por: R$ 1,82
Por: R$ 89,90
Por: R$ 52,07
Por: R$ 298,00
Por: R$ 475,87
Por: R$ 235,28
Por: R$ 36,22
Por: R$ 727,20
Por: R$ 27,81
Por: R$ 71,99
Por: R$ 178,49
Por: R$ 174,69
Por: R$ 198,99
Por: R$ 4.299,00
Por: R$ 203,92
Por: R$ 179,00
Por: R$ 209,90
Por: R$ 166,19
Conforme divulgado pelo Medical Xpress, os antipsicóticos são comumente prescritos para pacientes com uma variedade de transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia, transtorno bipolar, transtorno depressivo e demência.
A incidência elevada de câncer de mama tem sido comumente relatada em pacientes com esquizofrenia e transtorno bipolar, e especula-se que o uso de antipsicóticos explique potencialmente pelo menos parte do risco aumentado – a revisão concluiu que os remédios podem potencializar esse risco em mais de 30%.

A explicação para o risco aumentado, de acordo com os resultados, seria o desenvolvimento de problemas como a hiperprolactinemia (anomalia causada pela produção elevada de prolactina, conhecida também como hormônio do leite). O ganho de peso e o estilo de vida menos saudável também foram associados como fatores agravantes relacionados aos medicamentos.
Os dados ainda mostraram que o uso prolongado (de ao menos cinco anos) dos fármacos, principalmente de antipsicóticos com propriedades de elevação da prolactina, pode elevar o risco de câncer de mama em quase 60%.
Os cientistas destacaram que o estudo apontou o câncer de mama como um potencial evento adverso a partir do uso de medicamentos antipsicóticos, mesmo que seja raro. Outras complicações que também podem colaborar para o câncer, somadas aos antipsicóticos, são; obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.
Leia mais!
- Menopausa: causas, sintomas e mitos e verdades; veja tudo sobre a fase
- Saúde amplia faixa etária de vacinas contra meningite e HPV
- Vacinação para HIV é promissora em macacos rhesus
“Com o uso cada vez mais prevalente de antipsicóticos em todo o mundo, incluindo o uso off-label [uso de drogas farmacêuticas que não seguem as indicações do fármaco], acreditamos que uma avaliação clínica abrangente deve ser feita para os pacientes com base no perfil geral de segurança dos antipsicóticos antes da prescrição”, comentou o Dr. Francisco Lai Tsz-tsun, autor do estudo.
O pesquisador acrescentou que a revisão deixa um alerta para que antipsicóticos com propriedades conhecidas de elevação da prolactina sejam evitados, principalmente em pacientes que tenham pré-disposição ao câncer de mama – o que chama atenção de médicos para a importância de conhecer o histórico do paciente. Ainda assim, o monitoramento do nível de prolactina também deve ser considerado.
Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!