Manter colônias espaciais é uma realidade cada vez mais próxima para os seres humanos, mas isso traz as suas limitações e dificuldades. Um exemplo é a reprodução da nossa espécie para além das condições confortáveis proporcionadas por nossa atmosfera, sobretudo no que diz respeito à gravidez.

Hoje, regras internacionais impedem que astronautas grávidas embarquem em foguetes para o espaço. Para assegurar que não há nenhum risco à potencial gestante ou ao bebê, todas as mulheres integrantes de missões espaciais devem submeter-se a testes regulares nos dez dias que antecedem a decolagem.

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Essas precauções são necessárias porque o ambiente hostil do espaço oferece muitos riscos a um feto em desenvolvimento, dentre os quais estão a exposição à radiação e à chamada ‘microgravidade’. Um artigo escrito por Emmanouil Karteris , Joanna Bridger ao The Conversation avalia essas possibilidades.

A radiação provém dos raios cósmicos que incidem incessantemente sobre qualquer objeto no espaço, seja ele uma estação espacial flutuando na órbita ou a superfície da Lua e de Marte. Eles podem causar danos às células do feto e eventuais falhas na síntese de seu DNA, o que acarretaria em anormalidades neurológicas e físicas.

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A microgravidade, por sua vez, refere-se aos baixos níveis de gravidade presentes em grande parte dos lugares fora da Terra. Ela diminui a densidade óssea de qualquer ser humano, incluindo os que ainda não nasceram. Embora não se saiba exatamente que consequências essa exposição traria a um feto, os cientistas querem evitar qualquer risco ao seu desenvolvimento ósseo.

Inspiration 4 gravidade zero
Tripulação do Inspiration 4 em voo em gravidade zero. Foto: Jared Isaacman

Antes da gravidez, a concepção

Além dos problemas que uma gravidez espacial poderia acarretar, a concepção nesse ambiente não seria nada fácil, já que o casal precisaria fazer um esforço tremendo para encaixar suas respectivas partes íntimas em baixa gravidade.

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Como se não bastasse isso, o suor e outros fluidos corporais secretados no processo poderiam entrar em contato com os equipamentos tecnológicos da espaçonave e danificá-los, visto que ficariam flutuando no ambiente.

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Embora nunca tenha ocorrido uma concepção humana no espaço, cientistas testam há pelo menos 30 anos a possibilidade da gênese da vida espacial com outros animais. Isso inclui espécimes de roedores, répteis, pássaros e até animais aquáticos como ouriços-do-mar e peixes (os primeiros a copular com sucesso fora da Terra), assim como células reprodutivas e embriões isolados.

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