No último domingo (16), a Sonda Lucy da NASA, realizou sua primeira assistência gravitacional com a Terra. Como a sonda se aproximou bastante do nosso planeta nesta manobra, sua passagem pode ser registrada a partir da Austrália e da América do Norte.

Um dos registros mais interessantes foi feito por Scoot Tilley, radioamador e rádio-astrônomo amador canadense. Em seu registro, publicado no Twitter, é possível ver a sonda surgindo da sombra da Terra no centro do vídeo. Ao lado dela, e mais brilhante, aparece também um corpo de foguete Atlas 2A Centauro, lançado em 1999. 

Já na madrugada desta segunda (17), a sonda também foi registrada pelo astrônomo inglês Nick James. No momento do registro, a Lucy já estava mais distante da Terra, a cerca de 315 mil quilômetros, e por isso, foi registrada apenas como um tênue ponto entre as estrelas. 

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Desde seu lançamento há um ano, também em 16 de outubro, a Lucy opera em modo de cruzeiro em uma órbita ao redor do Sol. No modo de cruzeiro, seus instrumentos científicos permanecem desligados, o que garante à Lucy uma autonomia substancial. O objetivo da missão é explorar os asteroides troianos de Júpiter a partir de 2025, mas para isso, é preciso enviar a Lucy para uma órbita 600 milhões de quilômetros distante da órbita terrestre. Isso só é possível graças às assistências gravitacionais, como a realizada no último domingo. 

Em uma assistência gravitacional, a sonda se aproxima de um corpo massivo, como a Terra, e durante as interações gravitacionais entre os dois corpos ocorre uma transferência de energia cinética. No caso da assistência gravitacional da Lucy deste final de semana, a sonda ganhou energia cinética e passará agora para uma órbita mais afastada, com período de 2 anos. 

Sonda Lucy da NASA

Em dezembro de 2024, a Lucy passará novamente pela Terra e realizará sua segunda assistência gravitacional que deve lhe colocar definitivamente no caminho do ponto de Lagrange L4 do sistema Sol-Júpiter, onde deve chegar em 2027 para explorar seus primeiros asteroides troianos. Antes disso, em 2025, ela irá fazer um sobrevoo pelo asteroide (52246) Donaldjohansen, com cerca de 4km e que fica localizado no Cinturão Principal de Asteroides.

Para garantir uma boa aproximação da Terra, a Lucy completou várias manobras de correção para colocar a espaçonave em uma trajetória o mais próximo possível da Terra. No último dia 10 de outubro, a NASA publicou detalhes dessa aproximação, o que permitiu que os astrônomos pudessem registrar sua passagem.

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