Rinite, asma e dermatite atópica são alergias que afetam cerca de 1/3 da população mundial. O tratamento com remédios, como corticoides e anti-histamínicos, é usado para tentar controlar os sintomas. Porém existe outro método muito eficiente e com resultados cientificamente comprovados: a imunoterapia com alérgenos, também conhecida como “vacina para alergia”, que existe há mais de 100 anos.

O Dr. Fernando Monteiro Aarestrup, coordenador do Departamento Científico de Imunoterapia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – ASBAI, esclarece que a vacina atua sobre o alérgeno que desencadeia a alergia, alterando a resposta imunológica e, em algumas ocasiões, até levando à remissão da doença.

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“Cerca de 3% a 5% dos pacientes podem apresentar formas graves de asma e dermatite atópica e, para esses casos, já existe uma classe de agentes terapêuticos chamados imunobiológicos, que permitem controlar as formas graves dessas alergias. Estudos recentes demonstram que a associação do uso de imunobiológicos com a imunoterapia pode ser muito efetiva nestes casos específicos”, relata o médico.

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Nos casos graves de asma e dermatite atópica, os imunobiológicos são indicados para controlar a progressão dessas doenças.

“Com a doença controlada, podemos associar a imunoterapia com alérgenos para modificarmos a resposta imunológica, induzindo uma tolerância específica aos alérgenos que são as moléculas causadoras das alergias e, assim, reduzir o tempo de uso do medicamento”, explica o doutor.

vacina
Imagem: shutterstock/Numstocker

Os imunobiológicos são remédios caros e requerem uso prolongado ou contínuo. Como a vacina atua na causa, é possível remover os elementos biológicos mais cedo e, assim, conseguir controlar a asma grave e a dermatite atópica, diminuindo gastos e prolongando a qualidade de vida dos pacientes.

“Ainda não temos estatísticas de melhora nos sintomas dessas doenças com a combinação de imunobiológicos e imunoterapia, mas estão em andamento estudos clínicos que vêm mostrando resultados extremamente animadores”, finaliza o médico.

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