A cidade de Xangai, na China, começou a administrar a primeira vacina inalável contra a covid-19 do mundo. O imunizante, uma fumaça transmitida via nebulizador inalado pela boca, é fabricado pela CanSino Biologics e teve seu uso emergencial aprovado no país no começo de setembro.

Chamada de Convidecia Air, a vacina será aplicada gratuitamente e servirá como dose de reforço, conforme explicou uma conta oficial da cidade nas redes sociais. Em um comunicado à imprensa, a CanSino disse que o imunizante “pode induzir uma forte imunidade humoral, celular e de mucosa”. Ainda segundo a empresa, a vacina utiliza a mesma plataforma tecnológica de adenovírus da versão intramuscular e um estudo com os resultados da nova versão foi publicado na revista científica The Lancet. 

EUA autoriza aplicação de vacinas atualizadas contra variantes da Covid-19
Imagem: Viacheslav Lopatin/Shutterstock

Diversos outros países também estão empenhados no desenvolvimento de vacinas contra a covid que não envolvam agulhas. São três as base para a produção de imunizantes inaláveis (por fumaça ou via spray): a proteção e reforço das células do nariz e boca (chamada de imunidade da mucosa), sendo a porta de entrada do vírus; alcançar pessoas que possuem receio das temidas agulhas; e a facilidade em armazenar e administrar. 

Segundo Vineeta Bal, médica imunologista da Índia, à Agência AP, uma vacina tomada por via oral pode afastar o vírus antes que ele atinja o resto do sistema respiratório, porém, isso depende do tamanho das gotículas inaladas (ou respiradas).

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Reguladores na Índia também aprovaram uma vacina com abordagem sem agulhas e com aplicação nasal. O produto, desenvolvido nos EUA e licenciado pela fabricante indiana de vacinas Bharat Biotech, ainda não foi oficialmente lançado. 

A CanSino informou em documento que, embora tenha recebido sinal verde na China, a vacina inalada passará por etapas regulatórias antes que possa ir ao mercado. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma dúzia de vacinas nasais estão sendo testadas globalmente.

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Covid na China 

Desde o início da pandemia a China aderiu a uma rigorosa política de zero Covid, mesmo sendo um dos países, hoje, com menos casos, ela mantém o protocolo restritivo. Desde o final de agosto deste ano, mais de 70 cidades foram colocadas em bloqueio total ou parcial por registrar taxa crescente nos casos da doença. 

Recentemente, autoridades de saúde de Pequim decidiram reforçar e retomar algumas restrições ante ao aumento repentino de casos. Xangai também enfrenta novos surtos na região. No início deste ano, por exemplo, a cidade passou por um dos maiores bloqueios em seu porto, considerado o maior do mundo, devido à disseminação da variante Ômicron. 

Com informações da CNN Brasil, G1 e Medical Xpress

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