Uma das vantagens de contratar um plano da Starlink é que ele não tem limite de dados, ou pelo menos, não tinha. A empresa de Elon Musk anunciou que a partir de dezembro, qualquer uso além de 1 TB das 7 da manhã até 11 da noite será cobrado por GB usado como “acesso de prioridade”.

Ao passar do limite de dados, o usuário continuará com internet, mas será o “acesso básico”, com velocidades mais lentas e desempenho pior, o que pode impactar streaming de vídeos, por exemplo.

Nos outros horários, o plano de dados da Starlink segue ilimitado, já que, na prática, esses dados não serão contados como “acesso de prioridade”. Segundo o The Verge, só 10% dos usuários da Starlink passam desse limite de dados, assim muitos não serão afetados.

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O custo para aderir ao acesso prioritário não é tão alto, US$ 0,25 por GB, ou R$ 1,26 na conversão direta, mas dependendo do usuário, o conta pode ficar mais alta. Esse é o preço para consumidores, assim as empresas vão pagar mais. Os planos empresariais são de 500 GB, 1 TB e 3 TB, todos com um custo de US$ 1 por GB no acesso de prioridade.

A Starlink procura minimizar a nova cobrança, e disse que “os usuários não devem perceber nenhuma diferença entre o acesso de prioridade e básico em áreas não congestionadas ou em horas de menos uso, e em um uso normal.”. Ou seja, quem quiser assistir a vídeos ou fazer chamadas terá que aderir ao pagamento por GB extras.

O saldo de dados usados a cada mês poderá ser consultado no app ou no portal para consumidores da Starlink. Pelo menos por enquanto, essa novidade indigesta será restrita aos usuários da Starlink nos Estados Unidos e Canadá.

Imagem: Photocreo Michal Bednarek

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