Na última quarta-feira (7), Ramesh Balwani, ex-COO e presidente da Theranos foi condenado a cerca de 13 anos de prisão por fraudes na realização de testes de sangue de pacientes. 

O executivo também estava sendo acusado de abusos físicos e psicológicos com Elizabeth Holmes, fundadora da empresa, condenada a mais de 11 anos de prisão.

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A Theranos é uma empresa norte-americana fundada em 2003 de serviços tecnologicos focados na saúde e exames laboratoriais.

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A decisão do Tribunal Distrital dos EUA disse que Balwani foi responsável por diversas falhas nos procedimentos de pacientes, incluindo documentos falsificados e resultados de testes incorretos e imprecisos sobre problemas graves de saúde.

Conforme relatado pelo Wall Street Journal, a Theranos informava que tinha capacidade para executar mais de 200 testes de saúde de forma rápida e econômica com apenas algumas gotas de sangue. Mas na realidade, a tecnologia utilizada pela empresa conseguia identificar apenas 12 testes.

Essa falsa capacidade dos testes além de ser considerada um problema grave contra os pacientes, foi considerada fraude financeira contra os investidores. Afinal, os executivos conseguiram levantar US$ 945 milhões em investimentos promovendo a qualidade dos testes que poderiam revolucionar o diagnóstico de doenças.

“Eles sabiam que os testes eram imprecisos e colocavam os pacientes em perigo”, disse Alan Einsenman, que investiu cerca de US$ 1,2 milhão na Theranos.

Inclusive Holmes, fundadora da Theranos, já manteve um relacionamento com Balwani e também recebeu uma sentença pelas fraudes cometidas pela empresa. O julgamento dos dois ocorreu em separado pois Holmes acusou o ex-COO de ter cometido abusos psicológicos e físicos – incluindo sexuais – contra ela.

Ela foi condenada a mais de 11 anos de prisão no dia 18 de novembro, e disse nos tribunais que os abusos de Balwani influenciaram nas suas decisões sobre os negócios da empresa.

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